Com direito a renovação até 2030, o “piazão” italiano pediu confiança no grupo e deixou claro que na Seleção não tem lambari folgado: quem não “der um gás” nos treinos, vai mofar no banco.

Foto: Reprodução/TV CBF

O técnico Carlo Ancelotti provou que já está mais ambientado ao Brasil do que curitibano em dia de sol no Parque Barigui. Na noite desta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, o “professor” anunciou os 26 escolhidos para a Copa de 2026 e aproveitou para mandar um recado direto para a torcida: menos corneta e mais confiança.

Com o contrato renovado até 2030 — garantindo o emprego por mais tempo que promessa de político em ano eleitoral —, o italiano não quis saber de “nhaca”. Ele reforçou que o foco é o coletivo e que o grupo, embora não seja perfeito, é mais unido que pinhão em pinha de araucária.

“Tenham confiança neste grupo. Pode não ser o grupo perfeito, mas é um grupo focado, humilde e altruísta”, declarou o treinador, tentando acalmar os ânimos de quem já estava pronto para “ficar de refulo” com a lista.

Neymar no banco? “Pode ser, se ficar de corpo mole”

O assunto que fez a imprensa “ficar com as orelha em pé” foi a presença de Neymar, hoje no Santos. Ancelotti, com a calma de quem toma um mate descansado, explicou que o craque não foi chamado para ser “enfeite de estante”. O atacante pode ser útil, nem que seja por um minuto, mas o treinador deu um “chega pra lá” na ideia de titularidade absoluta.

Para Ancelotti, não adianta ser “piazito” mimado:

  • Meritocracia pura: “Serei claro e honesto. Neymar jogará se merecer. Os treinos decidirão isso”, disparou o italiano.

  • Expectativa dividida: O técnico não quer a pressão toda em cima de um jogador só, para não “dar chabu” no esquema tático.

Pressão e Paixão

O treinador admitiu que montar a lista foi uma “nhaca” das grandes, tendo que avaliar mais de 60 atletas. Ele sabe que a pressão no Brasil é “de lascar”, mas vê isso como parte do brilho de comandar um país que respira futebol.

A pressão de verdade, segundo ele, só chega quando o juiz apitar o primeiro jogo na América do Norte. Até lá, o plano é manter o grupo concentrado para não fazer “feio” e garantir que a torcida não precise “ficar de cara” com o desempenho da Amarelinha.

Resta saber se o time vai entrar em campo com “sangue nos óio” ou se vai ser aquela correria de “vaca não conhece bezerro”. De qualquer forma, o recado de Ancelotti foi dado: na Seleção de 2026, quem não “se bater” no treino, não joga.

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