Com reforço na comadreja e no patrulhamento, corporação fecha o primeiro semestre de 2026 com salto nas operações, noites mais calmas e tchau para a bagunça

Quem achou que ia criar piá de prédio nas ruas de Toledo no primeiro semestre deste ano, deu de cara com o muro. O balanço semestral da Guarda Municipal (GM) mostra que a piatada e os marmanjos mal-intencionados tiveram que pisar no freio: foram 9.121 ocorrências atendidas entre janeiro e junho de 2026. Uma média bonita de 1.520 atendimentos por mês, superando os 1.465 do mesmo período de 2025.

O “piazito” que achou que a GM estava dormindo no ponto viu o bicho pegar de verdade na atividade operacional. O número de operações saltou de 8 para 21 no comparativo anual — um aumento de impressionantes 162,5% que deixou até o vento do oeste desconcertado. E quando o calo apertou, a viatura não pensou duas vezes: foram 103 encaminhamentos para a 20ª Subdivisão Policial (SDP).

Os objetos e armas apreendidos mantiveram o prumo, cravando 30 registros nos dois anos, enquanto a recuperação de veículos seguiu na estada com variação mínima, passando de 24 para 23. Segundo o secretário municipal de Segurança e Trânsito e comandante da GM, Rogério de Lima, o resultado não é fruto de mandinga, mas sim de trabalho duro: “Esses números demonstram uma Guarda Municipal mais presente, mais preventiva e mais eficiente na resposta à população”, pontuou o homem.

Sossego para a piazada e firmeza com os folgados

Sabe aquele vizinho “xarope” que liga o som no talo no meio da semana achando que está na praia? A casa caiu para ele. As ocorrências de perturbação do sossego deram um pulo de 257 para 360 atendimentos. Se o objetivo era garantir o descanso de quem acorda cedo para trabalhar, o policiamento de presença garantiu o sossego aumentando 68,4% as suas ações — subindo de 585 para 985 saídas à rua.

A fiscalização do trânsito também acelerou, passando de 284 para 345 ações, para garantir que ninguém saia fazendo “barbeiragem” pelo centro ou pelos bairros.

Proteção à mulher e tolerância zero

Onde a coisa realmente engrossou foi na proteção de quem precisa. A fiscalização das medidas protetivas para vítimas de violência doméstica subiu 40,2%, saltando de 353 para 495 acompanhamentos, e os enquadramentos na Lei Maria da Penha subiram de 17 para 22 casos.

No raio-X das abordagens mais pesadas, a GM provou que não está para brincadeira:

  • Mandados de prisão cumpridos: subiram de 2 para 9 (uma alta de 350%);

  • Simulacros de arma de fogo recolhidos: de 1 para 3;

  • Munições tiradas de circulação: de 5 para 8;

  • Automóveis recuperados e devolvidos aos donos: de 7 para 11;

  • Lesões corporais registradas em flagrante: de 1 para 6.

Para o comandante Rogério, a receita do sucesso no Oeste do Paraná é a mistura de prevenção com presença marcante. “O aumento das fiscalizações e da presença ostensiva nas ruas contribui diretamente para a proteção da comunidade. A Guarda Municipal fortaleceu as ações voltadas à proteção das mulheres, ampliou o cumprimento de mandados de prisão e intensificou significativamente o policiamento preventivo”, concluiu.

Em suma: o cidadão de bem pode tomar seu chimarrão sossegado na praça, porque o patrulhamento está atento para manter a ordem no município.

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