Sistema com macrófitas promete tratar resíduos, gerar energia e ainda dar uma ajudinha ao meio ambiente,  tudo sem reclamar do serviço

A Sanepar decidiu que, se é pra lidar com esgoto, que seja com estilo e com plantas. A companhia está implantando, em Curitiba, um sistema chamado wetland (ou “jardim que trabalha mais que muita gente”), na Estação de Tratamento de Esgoto CIC Xisto, com a missão nada modesta de transformar resíduos em algo útil.

A ideia é simples no papel e genial na prática: cerca de 110 mil mudas vão assumir o serviço pesado e ajudar a converter o lodo em biossólido, que pode virar fertilizante ou até energia. Ou seja, o que antes era problema agora ganha chance de virar solução — uma espécie de “upgrade ecológico”.

E não é pouca coisa: a estação, que hoje atende 435 mil pessoas, deve passar a cuidar do esgoto de até 787 mil moradores. Basicamente, um verdadeiro mutirão verde para dar conta da demanda — sem precisar de hora extra.

Segundo a empresa, o sistema aproveita praticamente tudo: 98% do lodo é consumido ali mesmo pelas plantas e microrganismos, e o restinho ainda vira material reaproveitável. Nada de desperdício — o famoso “aqui se faz, aqui se reutiliza”.

De quebra, o projeto ainda promete reduzir emissão de CO₂, aumentar a liberação de oxigênio e economizar energia. Tudo isso enquanto as plantas crescem tranquilamente, algumas chegando a até 4 metros de altura, trabalhando firme… sem sindicato, sem férias e sem reclamar do turno.

Com investimento milionário e até apresentação em evento internacional, a iniciativa mostra que, no Paraná, até o esgoto está entrando na era da sustentabilidade — e com ajuda de um jardim que, definitivamente, não está ali só para enfeitar.

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