Pai de Daniel Vorcaro é preso em BH por suposta “mágica” de R$ 777 milhões; enquanto o filho manda, o pai obedece e a Federal aparece para acabar com o esquema.

BELO HORIZONTE – O despertador tocou mais cedo e com um toque diferenciado — aquele som metálico de “abra a porta, é a Federal” — para o empresário Henrique Vorcaro na manhã desta quinta-feira (14). O patriarca da família Vorcaro, cujo filho Daniel é o “homem do baú” do Banco Master, foi preso na capital mineira durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.

O clima, que já não estava bom, ficou “meio azedo” para os envolvidos. Segundo as investigações, Henrique não estaria apenas visitando o filho para um cafezinho; ele é suspeito de ser o braço direito (e executor de ordens) em uma manobra financeira digna de ilusionista. Às vésperas da liquidação do banco, sumiram — ou melhor, foram “ocultados” — modestos R$ 776,9 milhões. É tanto dinheiro que dá para comprar pinhão para o resto da vida e ainda sobra para o quentão.

O “Pai tá Off” (e sob custódia)

De acordo com o ministro André Mendonça, do STF, que assinou o “ticket de estadia” na carceragem, o esquema era uma verdadeira organização criminosa. A PF aponta que o montante milionário foi desviado para uso particular. Ou seja, enquanto o povo briga pelo preço da carne, tinha gente supostamente fazendo “limpa” em cofre de banco antes das luzes se apagarem.

“A investigação aponta práticas de intimidação, coerção e invasão de dispositivos. É o tipo de ‘compliance’ que, de zero, só tem a honestidade”, comentou uma fonte que preferiu não se identificar.


Um resumo da “Invenção”:

Abaixo, os números da operação que movimentou o Sudeste e fez o mercado financeiro tremer as bases:

  • Mandados de Prisão: 7 (incluindo o “seo” Henrique).

  • Busca e Apreensão: 17 endereços em SP, RJ e MG.

  • O Valor da “Mágica”: R$ 776,9 milhões destinados ao uso pessoal.

  • O Histórico: A família já era “freguesa” da CVM por rolos em fundos imobiliários.

Crítica: O Compliance de Fachada

É de uma ironia “de cair os boutique” (como diria o bom paranaense) que uma operação chamada Compliance Zero revele que, no topo da pirâmide, as regras serviam apenas como sugestão. O STF também determinou o bloqueio de bens e o afastamento de cargos públicos, porque, pelo visto, a confiança no grupo Vorcaro agora é menor que a temperatura em Curitiba num dia de geada.

Se a intenção era ocultar patrimônio, o tiro saiu pela culatra. Henrique Vorcaro agora troca o conforto de Belo Horizonte pelas formalidades do sistema judiciário. Resta saber se o filho, Daniel, vai conseguir dar um “jeitinho” ou se a casa, que já estava com a estrutura abalada, vai cair de vez.

Para quem achava que o mercado financeiro era só planilha e gravata, a PF mostrou que tem muita gente jogando “bafo” com o dinheiro dos outros. É, bicho… a coisa ficou feia pro lado do Master.

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