São R$ 16 bilhões na mesa; saiba se você vai rechear a carteira com esse ‘pila’ ou se vai ter que esperar os próximos meses na base do sofrimento
Foto> Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Se você passou os últimos meses com o coração na boca com medo de cair na temida malha fina, já pode dar uma acalmada nos ânimos e preparar o mate. A Receita Federal abre as porteiras nesta sexta-feira (22), em ponto às 10 horas, para a consulta daquele que já é considerado o “maior lote de restituição da história”. É dinheiro que não acaba mais, bicho!

Ao todo, o Leão vai abrir a carteira e soltar R$ 16 bilhões para 8.749.992 contribuintes. Esse montante absurdo vai contemplar o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda de 2026 e algumas rebarbas (as famosas restituições residuais) de anos anteriores.

De acordo com o órgão, o motivo de tanta agilidade e desse lote tamanho Vina é a modernização e a automação do sistema. Traduzindo do economês: os robôs dos caras trabalharam mais rápido que o ligeirinho da linha Interbairros II.

Quem vai levar o ‘pila’ primeiro?

O primeiro lote de 2026 já abocanha 40% de tudo o que a Receita planeja pagar este ano. Mas ó, não adianta ficar de mimimi achando que a grana vai cair na conta de todo mundo de uma só vez. Dos R$ 16 bilhões, mais da metade (R$ 8,64 bilhões) vai carimbar o passaporte daqueles que têm prioridade garantida por lei.

A fila dos “privilegiados” ficou distribuída da seguinte forma:

Grupo de Contribuintes Quantidade de Felizardos Status da Prioridade
Práticos do Pix (Usaram pré-preenchida ou chave CPF) 4.959.431 Preferência esperta
Muras de 60 a 79 anos 2.256.975 Legal
Professores (Maior fonte de renda no magistério) 1.054.789 Legal
Idosos acima de 80 anos 256.697 Legal
Pessoas com deficiência ou doença grave 222.100 Legal

Nota do Redator: Se você não se encaixa em nenhuma dessas opções acima, tire o cavalinho da chuva. Neste primeiro lote não tem choro nem vela para quem não tem prioridade. Vai ter que esperar os próximos meses na base do sofrimento.

E fique esperto: o recorde anterior era do primeiro lote de 2025, que pagou R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de pessoas. Além disso, para deixar o processo mais vapt-vupt, a Receita reduziu o número de lotes regulares de cinco para quatro. Os pagamentos acontecem agora nos fins de maio, junho, julho e agosto.

Como ver se o seu tá na reta?

Para saber se você vai receber esse pila ou se ficou a ver navios, o caminho é fácil e não precisa de reza brava.

  1. Acesse o site da Receita Federal;

  2. Clique em “Meu Imposto de Renda”;

  3. Vá direto no botão “Consultar a Restituição”.

Se você é moderno e faz tudo pelo celular ou tablet, o aplicativo da Receita também quebra esse galho.

O dia do ‘cascalho’ no bolso

O dindim entra oficialmente na conta (ou na chave Pix do tipo CPF) no dia 29 de maio — que, por sinal, é o mesmíssimo e último dia para entregar a declaração deste ano.

Se você for dar uma espiada na consulta e o seu nome não estiver lá, não precisa ficar de gastura. Entre no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) e puxe o extrato. Se tiver alguma bucha ou pendência, dá tempo de mandar uma declaração retificadora e esperar as próximas levas.

Por fim, se der alguma zica e o dinheiro não cair porque a sua conta foi desativada, não entre em pânico. O valor fica guardado por até um ano no Banco do Brasil. Você pode agendar o depósito para qualquer conta em seu nome pelo Portal BB ou ligando para a Central deles:

  • 4004-0001 (capitais)

  • 0800-729-0001 (interior)

  • 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos)

Se bobear e esquecer de resgatar em 365 dias, o processo fica mais enroscado: aí vai ter que bater lá no Portal e-CAC, ir em “Declarações e Demonstrativos”, acessar o “Meu Imposto de Renda” e chorar as pitangas no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”. Mas convenhamos, esquecer esse dinheiro todo por um ano já é pura tansoíse, né?

Com informações da Agência Brasil

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