É o “Chade” de Cascavel! Comitiva africana vem ver de perto como a piazada produz frango
O prefeito Renato Silva e sua trupe receberam o ministro do país africano para mostrar que, em matéria de tecnologia e “know-how” da avicultura, o nosso Oeste é o “rei da cocada preta”

CASCAVEL – Pense num “vancu” de gente importante reunida na prefeitura na última quinta-feira (30). O prefeito Renato Silva, o Carlos Xavier e a Margarida Carneiro trocaram o chimarrão por uma conversa internacional com o ministro da Pecuária da República do Chade, Abderahim Awat Atteib. A comitiva africana atravessou o oceano só para ver como é que a gente faz para ter tanto frango e tanta soja de dar inveja em qualquer vivente.
A pauta foi o agro, claro. O pessoal do norte da África veio “dar uma bizoiada” na tecnologia e nos abatedouros de Cascavel. Eles têm dinheiro do petróleo que não acaba mais, mas na hora de colocar a comida no prato, ainda precisam importar quase tudo. Por isso, vieram aprender com quem entende do “riscado”.
Exportando inteligência (e o frango junto)
O prefeito Renato Silva não perdeu a chance de fazer aquela média e mostrar que a cidade está sempre de portas abertas. Segundo ele, estreitar esse laço com o Chade é uma chance de ouro para levar o nosso produto para o mundo:
“Cascavel é referência, piá! A gente mostra o que tem de bom e ainda traz recurso para o nosso município. A cadeia do frango foi o assunto principal, e agora vamos levar nossa tecnologia para o mundo todo”, destacou o prefeito.
Mas não pense que é só mandar o frango congelado e pronto. A ideia dos caras é levar a nossa “inteligência” para lá. O consultor Marcos Bertolli explicou que o Chade quer aprender a plantar soja, milho e sorgo para, quem sabe um dia, não depender 100% de fora. É o famoso “ensinar a pescar”, mas no caso, ensinar a criar o “piu-piu” e cuidar da lavoura.
Referência que fala, né?
A secretária Margarida Carneiro estava toda orgulhosa. Para ela, essa visita é o carimbo definitivo de que Cascavel é o “bicho” na produção de aves. Os africanos ficaram “bobocas” com o que viram nas propriedades e abatedouros locais.
No fim das contas, a conversa rendeu. Se tudo der certo, daqui a pouco tem tecnologia paranaense e know-how de Cascavel ajudando a alimentar o povo lá no meio da África. É o Oeste paranaense mostrando que, quando o assunto é produzir proteína, a gente não “marva” o tempo e faz o serviço bem feito!



