O Saara é aqui: Paraná vive dias de deserto antes de receber ‘esmola’ de chuva
Enquanto o resto do estado frita em um sol digno de fritar ovo no asfalto, uma frente fria resolve dar as caras no Oeste apenas para não dizerem que o Simepar só dá notícia ruim

Se você acordou nesta segunda-feira (20) esperando que o céu desabasse para justificar sua preguiça, temos péssimas notícias: a estabilidade atmosférica resolveu se instalar no Paraná com a mesma persistência de um cobrador de banco. De acordo com o Simepar, o estado continua sob o domínio de uma massa de ar seco que deixa a umidade relativa do ar mais baixa que o saldo bancário do brasileiro médio no fim do mês.
O “Quase Lá” da Instabilidade
Enquanto o Paraguai e a Argentina lidam com um sistema de baixa pressão que parece uma festa na qual o Paraná não foi convidado, os paranaenses seguem no “banho-maria”. O meteorologista Paulo Barbieri explica que, por enquanto, o sistema é tímido. Na terça-feira (21), o Oeste e o Sudoeste podem até ver um chuvisco isolado — aquela famosa chuva que serve apenas para sujar o carro e deixar a poeira mais “assentada”.
O resto do estado? Segue o baile do protetor solar. O sol vai brilhar com uma vontade que ninguém tem numa segunda-feira de manhã, e as temperaturas vão subir como se estivessem tentando bater recordes olímpicos.
O “Gran Finale” (Para alguns)
A verdadeira “emoção” está reservada para o meio da semana. Entre quarta (22) e quinta-feira (23), o sistema de baixa pressão finalmente decide virar uma frente fria de verdade e dar um rolê em direção ao oceano.
“Teremos algumas pancadas de chuvas isoladas acompanhadas de trovoadas”, ressalta Paulo, tentando dar um ar dramático para o que deve ser, na prática, apenas um susto para quem esqueceu a janela aberta no Sudoeste, Centro-Sul e Oeste.
Frio de Taquara Rachada e Calor de Deserto
Para quem gosta de passar frio, o domingo (19) foi o ápice do glamour invernal de 2026:
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Pinhão: Gélidos 10,3°C (ideal para quem gosta de bater o queixo logo cedo).
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Ponta Grossa: 11,3°C (o suficiente para tirar o mofo do edredom).
Mas não se iluda. À tarde, o Paraná volta ao seu estado natural de “forno elétrico”. No Norte e Noroeste, os termômetros devem chegar aos 33°C, provando que o inferno é aqui e a entrada é gratuita. Enquanto isso, em Curitiba, a capital do “casaquinho por precaução”, as máximas não passam dos 26°C, mantendo aquele clima morno que não agrada nem a quem gosta de praia, nem a quem gosta de esquiar.
Prepare o umidificador de ar e a paciência: a chuva vem, mas vem a conta-gotas e com endereço marcado. Para os demais, o jeito é continuar fingindo que o sol é nosso melhor amigo.



