Sob uma garoa de “repiar” o lombo, 20 mil corredores encararam as subidas e o vento contra entre Guaratuba e Matinhos; vencedores levaram uma dinheirama para casa
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GUARATUBA E MATINHOS – Pense num “vancu” de gente com as canelas de fora logo cedo! A manhã deste domingo (3) não estava para brincadeira no nosso Litoral. Enquanto muita gente ainda estava no vigésimo sono, cerca de 20 mil viventes se reuniram para o encerramento da Maratona Internacional do Paraná (MIP). Teve de tudo: desde a piazada da elite, que corre que é um “foguete”, até o pessoal do pelotão da inclusão e os amadores que foram lá só para ver se o pulmão estava em dia.

O grande chamariz, claro, foi a recém-inaugurada Ponte de Guaratuba (ou Ponte da Vitória, para os íntimos). O povo ficou “boboca” com o visual. Mesmo com o tempo fechado, aquela garoa chata e um vento que soprava de “revesgueio”, passar pelo vão da ponte foi o ponto alto. Daniele Rodrigues, que veio lá da Fazenda Rio Grande, ficou encantada: “O percurso é de tirar o fôlego, coisa mais linda a orla e a ponte nova. Foi sensacional, piá!”, comemorou a atleta.

Subida que não acaba mais

Mas não ache que foi só “disfrute” e contemplação. Nos 10 km, o trajeto tinha umas subidinhas que exigiam um preparo firme. O vento batia de frente e a umidade estava de “matar o guarda”. Gustavo Bruisma, um piazão de 20 anos lá de Pato Branco, nem se abalou muito com o relevo:

“O maior desafio foi o vento contra, mas as subidas… Ah, quem corre no Sudoeste já está escolado, né? Lá é só morro, então aqui foi fichinha”, brincou o paranaense.

Já na prova principal, os 42 km de “puxada”, o bicho pegou. Teve duas subidas acentuadas antes e depois da ponte. O ganho de elevação foi de 232 metros — haja panturrilha! Para compensar o sofrimento, as retas nas orlas de Matinhos e Guaratuba ajudaram o pessoal a recuperar o fôlego e dar aquele gás final para não fazer feio na foto da chegada.

Torcida e “Incentivamento”

Como ninguém faz nada sozinho, a beira da pista estava cheia de gente dando apoio. Jessica Rodrigues da Silva, curitibana “pé-vermelho” de coração, pulou da cama às 4h40 para ver o companheiro, Davi, estrear nos 10 km. É aquele negócio: a família vai junto para dar aquele “empurrãozinho” moral.

O segredo, segundo os corredores, é a constância. “Bota um tênis e vai, nem que seja intercalando uma corridinha com uma caminhada. Daqui a pouco você está aqui também fazendo história”, incentivou Gustavo, que já viciou a família inteira no esporte.

Bolada no bolso

Para quem achou que era só pela saúde, saiba que a premiação foi de “cair os butiá do bolso”: mais de R$ 300 mil no total. Os grandes campeões da maratona levaram R$ 50 mil cada, fora os bônus.

  • Masculino: O pernambucano José Márcio Leão da Silva voou baixo e fechou em 2h19m33s.

  • Feminino: A amazonense Franciane Moura levou a melhor com o tempo de 2h44m18s.

O evento se consolida como um marco para o esporte e para a infraestrutura do nosso Paraná. Agora, é descansar as “canelas” e esperar pela próxima, porque correr com essa vista, convenhamos, é “massa” demais!

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