PF passa o rodo em esquema de combustível e bloqueia R$ 52 bilhões: “Sem Refino” e sem eira nem beira
Operação deflagrada nesta sexta (15) mirou grupo econômico que tentou dar o balão no fisco e mandar grana para o exterior; um dos investigados foi parar direto na lista da Interpol para deixar de ser malandro

Olhe, se você achava que a sua conta de luz atrasada era um problema de arrancar os cabelos, espere até ver o tamanho do fumo que a Polícia Federal distribuiu nesta sexta-feira (15). A PF, com o apoio técnico da Receita Federal, deflagrou a Operação Sem Refino, e o negócio foi tão feio que os caras passaram o rodo em um conglomerado econômico do ramo de combustíveis. Os viventes são suspeitos de usar uma maçaroca de empresas e finanças para esconder patrimônio, dissimular bens e mandar uma dinheirama para o exterior. Pensaram que ninguém ia notar a malandragem, mas caíram do cavalo.
Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a canetada foi violenta. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Para completar o pacote, um dos investigados — que deve estar correndo mais que notícia ruim — foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Agora, o cidadão não pode nem pisar fora do país que o guarda pega.
Mas a parte que faz qualquer assalariado chorar no pé do caboclo é o tamanho do bloqueio judicial: a bagatela de R$ 52 bilhões em ativos financeiros! É tanto dinheiro que não cabe na cabeça de um paranaense da gema — dá para comprar o passe de todas as frentes de asfalto do estado e ainda sobra para pagar um tubão de gasosa e um pão com bolinho para a população inteira por um século. Além do confisco da dinheirama, as atividades econômicas das empresas envolvidas foram sumariamente suspensas. Parou tudo!
Em nota oficial, a PF informou que o esquema envolve fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e umas inconsistências bem cabeludas na operação de uma refinaria vinculada ao grupo. O buraco é mais embaixo: a operação faz parte das investigações da ADPF 635/RJ, que apura as conexões de organizações criminosas com agentes públicos no Rio de Janeiro.
É, piazada… o grupo econômico tentou dar uma de espertinho, mas a PF foi mais ligeira, fechou a torneira e deixou os caras sem refino e, agora, completamente sem eira nem beira.



