Foto: Reprodução/Revista Helena

A foto histórica mostra o major Frederico Trotta (ao centro) no dia em que tomou posse como governador do Território do  Iguaçu, em 1946, Na década de 1940, Paraná e Santa Catarina foram obrigados a dar adeus a um pedaço de seus territórios. Durante quase mil dias, de 13 de setembro de 1943 a 18 de setembro de 1946, a área que corresponde às regiões Oeste e Sudoeste do Paraná e o oeste de Santa Catarina passou a constituir o Território Federal do Iguaçu. Administrado diretamente pelo governo federal, a região cobria toda a fronteira dos dois estados com Paraguai e Argentina.

Para administrar a região, foi nomeado como governador o major João Garcez do Nascimento, sucedido pelo também major Frederico Trotta. Ambos realizaram estudos apontando as principais demandas da região, como estradas, hospitais e escolas. Foi adotada como capital a atual cidade de Laranjeiras do Sul, que passou a se chamar Iguaçu.

O Iguaçu foi um dos cinco territórios criados pelo governo de Getúlio Vargas durante o Estado Novo (1937-1945). Os outros foram Amapá (atual estado com o mesmo nome), Rio Branco (Roraima), Guaporé (Rondônia) e Ponta Porã (parte sul do Mato Grosso do Sul).

Após a extinção do território federal do Iguaçu, surgiram movimentos locais que tentaram resgatar a ideia. Na década de 60, o movimento ganhou força com a criação da Sociedade para o Desenvolvimento e Emancipação do Iguaçu (Sodei). Mas o golpe militar de 1964 solapou a iniciativa. Já em 1990, o deputado federal Edi Siliprandi lutou para a realização de um plebiscito que pudesse criar um novo estado do Iguaçu. Porém, um grupo de políticos paranaenses e catarinenses contrários à ideia conseguiu impedir a consulta popula

Fonte: Gazeta do Povo

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