Gabrielzinho ganha “Oscar do esporte” e faz o mundo inteiro nadar atrás do próprio talento
Brasileiro leva o Prêmio Laureus e prova que, enquanto alguns competem, outros simplesmente redefinem o conceito de vitória

Enquanto muita gente ainda tenta decidir se vai ou não à academia, o mineiro Gabriel Araújo, o famoso Gabrielzinho, resolveu algo mais simples: ganhar o maior prêmio do esporte mundial. Nesta segunda-feira (20), em Madri, ele levou o Laureus — também conhecido como o “Oscar do esporte” — e, de quebra, deixou claro que talento não pede licença, só chega e domina.
A cerimônia, realizada no Palácio de Cibeles, reuniu estrelas globais que provavelmente também treinam bastante. Mas, no fim, quem brilhou mesmo foi o brasileiro de 23 anos, que superou concorrentes internacionais e ainda fez parecer que isso era só mais um dia normal no calendário.
Concorrência forte, resultado previsível (para quem acompanha)
Gabrielzinho venceu nomes como Simone Barlaam, Catherine Debrunner e outros atletas de elite — todos incríveis, diga-se —, mas que tiveram o pequeno azar de competir contra alguém que coleciona medalhas como quem coleciona desculpas para faltar ao treino.
No currículo recente, o nadador soma títulos mundiais, recordes e múltiplos pódios paralímpicos. Em outras palavras: enquanto uns disputam provas, ele disputa com a própria história — e está ganhando.
Discurso humilde, desempenho nada modesto
Ao receber o prêmio, Gabrielzinho agradeceu à família, ao técnico e disse que “esse vai ser o primeiro de muitos”. Uma fala humilde, quase discreta — especialmente vinda de alguém que já transformou piscinas em território pessoal.
Se depender do histórico, não parece promessa vazia. Parece mais aviso.
Brasil presente… e observando
Outros brasileiros também apareceram na premiação, como Rayssa Leal, Yago Dora e João Fonseca, mas desta vez ficaram só na indicação. Nada que apague o feito — afinal, estar entre os melhores do mundo já não é exatamente um passeio no parque.
Mas o protagonismo da noite foi mesmo de Gabrielzinho, que seguiu os passos de Daniel Dias, outro gigante da natação que já havia levado o Laureus em edições anteriores. Pelo visto, o Brasil resolveu tratar essa categoria como propriedade quase particular.
E o resto do mundo? Bem, tentou
A edição de 2026 também premiou nomes como Carlos Alcaraz, Aryna Sabalenka e Lando Norris. Todos excelentes, claro. Mas, convenhamos, poucos conseguem transformar desempenho esportivo em algo tão próximo de espetáculo quanto Gabrielzinho.
No fim das contas, o Laureus fez o que se espera: reconheceu excelência. Só não contava que, no meio de tantos gigantes, apareceria alguém que já nada alguns metros à frente.



