Resgatada no Litoral, a ave símbolo do Paraná tem uma asa “meio estrupiada” e agora vai tentar a vida de casada no coração da capital

Olhe contra, se até a gralha-azul está arranjando namorado neste inverno, você aí moscando no aplicativo não tem direito de reclamar. O Passeio Público, bem no Centro de Curitiba, ganhou um reforço de peso para a conservação da nossa fauna. O nome da nova moradora é Tônia, uma gralha-azul legítima que chegou com status de celebridade para integrar o programa de reprodução da espécie.

A piá de penas foi resgatada ainda filhote em uma escola lá em Paranaguá (comendo um fandangos, provavelmente, do jeito que o bicho é malandro). Como ela tinha uma lesão permanente em uma das asas — ficou com o membro meio estrupiado —, a coitada não pôde mais voltar a voar livremente por aí. Depois de rodar mais que notícia ruim por várias instituições do Instituto Água e Terra (IAT), ela estava posando no Zoo Casa das Araras, em Iguaraçu, e agora pegou a estrada rumo à capital.

A semeadora de pinheiro conheceu o “Pinhão”

A chegada da Tônia não é só para ela ficar fazendo pose para os piás que vão passear no parque no domingo. A bicha tem uma função nobre. Para quem faltou às aulas de Estudos Sociais, a gralha-azul é a “semeadora da floresta”: ela esconde os pinhões no chão para comer depois, esquece onde enterrou (um clássico) e acaba plantando as nossas araucárias.

E a equipe técnica da Secretaria Municipal do Meio Ambiente não é boba nem nada: já trataram de juntar a Tônia com o Pinhão, o macho que já morava no Passeio Público.

Diz que: O diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, confirmou que a ideia é ver se rola uma química, um chamego entre os dois, para formar um casal e encher o Passeio Público de gralhinhas. É o verdadeiro “Casamento Caipira” da biodiversidade. Tesão, bicho!

Perfil da nova curitibana

Se você for dar um rolê por lá para espiar a Tônia e o Pinhão, tente não fazer fiasco. A gralha-azul tem uns 39 centímetros, uma plumagem azul bem viva e a cabeça preta. Elas comem de tudo: fruta, inseto e, claro, pinhão.

Agora o jeito é torcer para que o Pinhão não seja um mocorongo e saiba conquistar a Tônia. Quem sabe logo mais não teremos novos paranaenzinhos de penas voando pelo Centro? Só falta o padrinho do casamento pagar uma gasosa para comemorar.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.