O dia que o bicho pegou: Operação Força Integrada III bota bandidagem para correr em 16 estados
Quem tinha culpa no cartório acordou com o “bom dia” da PF; sobrou até para o Paraná, onde quadrilha de roubo de carga levou um “atraque” daqueles

Olhe contra, se você achou que a quarta-feira (8) seria pacata, errou feio, errou rude. A chapa esquentou logo cedo com a deflagração da Operação Força Integrada III. As FICCOs (as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, que reúnem a piazada da polícia federal e estadual) resolveram dar um “chega pra lá” nas facções. O balanço do dia é de cair os butiá do bolso: 181 mandados de busca e apreensão e 93 de prisão espalhados por 16 estados. É muita janta para pouco garfo!
Os policiais saíram à caça de envolvidos com tráfico de drogas, de armas, lavagem de dinheiro e roubo de cargas. Quem tinha conta para pagar com a Justiça e achou que ia ficar moscando em casa, acabou tomando um banho de água fria — e não foi por causa do inverno paranaense.
Do Amapá ao Paraná: O pente-fino foi geral
A operação foi um verdadeiro balaio de gatos de tantas delegacias trabalhando juntas. Teve de tudo: desde a “Operação Zip Lock” lá em Macapá (com um nome que parece que iam guardar a bandidagem num saquinho de congelar) até a “Operação Borak” em Belo Horizonte, onde a polícia teve que tirar câmeras de segurança instaladas de forma estrupiada pelos criminosos nas ruas. Que audácia, bicho!
E claro que o Paraná não ia ficar de fora desse angu. Na Baixada Santista, a FICCO deflagrou a “Operação Argenti Lardum” (um nome chique que parece prato de restaurante caro, mas serve para caçar ladrão). Os policiais cumpriram dez mandados de prisão temporária e dez de busca em São Paulo e aqui nas terras paranaenses. A investigação mirou uma organização criminosa que vivia de roubo, furto e receptação de cargas. Levaram o caminhão, mas a PF levou a quadrilha inteira. Tesão, piá!
Sequestro de bens e “tchau” para a mufunfa
Não pense que a polícia só levou a malacada para o xilindró. O Judiciário também mandou passar o rodo nos bens dos criminosos. Em Natal (RN) e Fortaleza (CE), o bloqueio de contas e o sequestro de bens foi pesado, deixando os chefões da lavagem de dinheiro sem nenhum puto no bolso.
Nota do editor: Em Ubaitaba, na Bahia, a “Operação Rebojo” foi tão cirúrgica que sobrou apreensão até para um adolescente que estava se achando o malandrão, envolvido com organização criminosa. É para o piá ver se toma tento na vida!
Quem achou que o crime organizado ia continuar mandando no pedaço tirou o cavalo da chuva. Com a polícia integrada desse jeito, a bandidagem vai ter que rebolar para não acabar com o sol nascendo quadrado.



