Lula promete o “Paraíso das Horas Vagas”
Em evento com empresários, presidente garante que o fim da escala 6×1 será tão suave quanto um veludo, respeitando o “ritmo de cada um” — ou seja, sem pressa para chegar ao sofá

Na tarde desta terça-feira (19), durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic) em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu atuar como o mestre de obras da paz social. Diante de uma plateia de empresários que olham para a escala 6×1 como quem olha para um ente querido, Lula acalmou os ânimos: a redução da jornada virá, mas não será “na marra”. Afinal, nada como uma negociação setorial para garantir que o descanso do trabalhador não tire o sono do capital.
O Amor está no Ar (e na Folga)
Com um toque de sensibilidade digno de um roteirista de novela das nove, o presidente justificou a mudança afirmando que o brasileiro moderno tem aspirações elevadas. Segundo ele, o povo quer tempo para:
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Estudar (provavelmente sobre como pagar boletos);
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Lazer (contemplar o preço da picanha);
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Namorar (porque ninguém é de ferro, e o amor exige cronograma).
“Não fiquem assustados”, disse o presidente aos empresários, quase em um tom de acalanto. A mensagem foi clara: o avanço tecnológico chegou, a inteligência artificial está aí, e seria de bom tom deixar o operário ver a luz do sol por mais de 24 horas seguidas.
A Mística da “Mão de Duas Vias”
Em um momento de pura poesia econômica, Lula descreveu a relação entre o governo e a construção civil como um romance de benefícios mútuos. “É uma mão de duas vias. Eu dou e recebo, e vocês dão e recebem”, declarou, deixando no ar se falava de política habitacional ou de um pacto de amizade eterna.
A lógica é simples e infalível:
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O Governo libera o financiamento (o “faz-me rir”);
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Os Empresários tocam as obras e geram empregos;
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O Trabalhador espera a “especificidade da categoria” ser decidida para saber se vai poder namorar no sábado ou só no terceiro domingo do mês.
Respeitando a “Realidade” (seja ela qual for)
Para quem esperava uma canetada heroica, o balde de água fria veio com grife: a especificidade. Lula garantiu que cada setor terá seu tratamento VIP. Ou seja, se a sua profissão for “essencial demais para parar”, talvez o seu tempo de namoro continue sendo negociado via planilha de Excel entre o sindicato e a diretoria.
No fim das contas, a mensagem foi um bálsamo para os construtores: o progresso é inevitável, mas a velocidade dele depende de quantos cafezinhos serão tomados nas mesas de negociação de Brasília. Até lá, o trabalhador pode ir ensaiando o encontro romântico… para 2027.



