É recorde na sacola: Porto de Paranaguá mete a marcha e garante o melhor abril da história
Com crescimento puxado pela soja e pelo frango, o cais paranaense despachou carga que não acaba mais, deixando o ano de 2025 no chinelo.

Se alguém achou que o Porto de Paranaguá ia ficar de “vadiagem” esse ano, errou feio, errou rude. O relatório da Diretoria de Operações Portuárias saiu fresquinho e confirmou o que o pessoal do litoral já suspeitava enquanto via aquele mundaréu de navio na fila: abril de 2026 foi o maior da história. Foram mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, um salto de 11% em comparação ao mesmo mês do ano passado.
O negócio fluiu mais que conversa de compadre em beira de estrada. A soja em grão, que é o “piá do dindo” das exportações, deu um pulo de 43%, enquanto os óleos vegetais e derivados de petróleo também não quiseram ficar para trás, subindo 35% e 33%, respectivamente.
Frango paranaense voando baixo (dentro do navio)
O Paraná segue mostrando que, quando o assunto é proteína, a gente não brinca em serviço. O embarque de carne de frango congelada cresceu 10,5%. Se somar todas as carnes, o Porto mandou mais de 1,1 milhão de toneladas para a China, Japão e até para os Emirados Árabes.
Dica de mestre: Quase metade de todo o frango que o Brasil manda para o exterior sai aqui por Paranaguá (47,5%). É tanto frango que se batessem asa juntos, o navio ia para o espaço em vez de ir para o mar.
Importações: O trigo deu as caras
Nas importações, o clima foi de “antes tarde do que nunca”. O crescimento geral foi modesto, de 2,7%, mas o desembarque de trigo deu um “gaspião” e subiu 50%. Os fertilizantes (18%) e os contêineres (14%) também ajudaram a movimentar o barraco.
Embora o acumulado do ano ainda esteja um pouco “murcho” nas importações (queda de 5,8% devido aos rolos e conflitos no Oriente Médio), o mês de abril serviu para dar aquela animada e mostrar que o Porto é firme na paçoca.
Equilíbrio e Carga Pesada
Para não dizer que só falamos de comida, o Porto também provou que é bom de roda. A movimentação de cargas rolantes — como tratores e veículos — garantiu o equilíbrio da balança. Só em abril, foram mais de 15,5 mil unidades desfilando pelo cais.
No fim das contas, somando tudo de janeiro a abril, já foram 22,7 milhões de toneladas. O saldo tá “pau a pau” com o ano passado, provando que a estrutura aqui é “tesão” e não tem tempo ruim para o trabalho. É o Paraná mostrando para o mundo que, aqui, a gente não apenas produz, mas despacha com gosto!



