Defesa tentou dar uma de mofina alegando que a dinheirama ia limpar o patrimônio do ex-deputado, mas o relator não quis saber de lero-lero e mandou o recurso para as cucuias
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não quis saber de fazer lene e votou nesta sexta-feira (5) para rejeitar o recurso do ex-deputado Roberto Jefferson. O ex-parlamentar estava tentando se livrar de uma naba de R$ 452 mil em multa, mas o relator bateu o pé. Logo em seguida, o ministro Flávio Dino foi no rastro e também votou contra a apelação, deixando o ex-deputado numa situação mais apertada que repolho no balaio.

O julgamento está acontecendo no plenário virtual e vai até o dia 15 de junho. Como ainda faltam os votos de oito ministros, o caso ainda pode ter reviravolta, mas o começo já foi um verdadeiro baque para a defesa.

De onde vem essa pendenga?

Pra quem não se lembra da quizumba, Jefferson foi condenado pelo STF lá em 2024. O piá da velha guarda da política levou um gancho de nove anos, um mês e cinco dias de xilindró, além da pesada multa. O motivo? O pacote completo:

  • Calúnia;

  • Homofobia;

  • Incitação ao crime;

  • Tentativa de impedir o livre exercício dos poderes.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), em 2021 o homem ficou firme nos bofes e começou a incitar o povo a invadir o Senado, agredir senadores da CPI da Pandemia e, de quebra, sugeriu explodir o prédio do TSE. Tudo isso gravado em vídeos e entrevistas. Daí já viu, né?

Choradeira da defesa não colou

Moraes até tinha sido massa antes, concedendo um parcelamento da dívida em 24 vezes de R$ 18,8 mil — um carnêzinho que assustaria qualquer vivente. Mas a defesa achou o valor um exagero de caro e tentou dar um migué, alegando irregularidades e dizendo que a dinheirama ia comprometer todo o patrimônio do ex-parlamentar.

No seu voto, porém, o ministro foi direto ao ponto e não aceitou o choro de mofino:

“Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados”, cravou Moraes.

Agora, resta saber se o restante dos ministros vai acompanhar o relator ou se alguém vai pedir vista e deixar esse processo curtindo o lodo por mais um tempo. Por enquanto, a vida de Roberto Jefferson em Brasília segue mais complicada que carona de motoqueiro na chuva.

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