Deu ruim pra Amarelinha: piá Neymar tá na corda bamba e torcida quer chacoalhar a CBF
Pesquisa mostra que quase metade da piazada acha que o ciclo do camisa 10 já era; enquanto 86% do povo exige limpa geral na cartolagem depois do fiasco contra a Noruega

É, meu querido… O choro é livre, mas a fila anda! Nesta segunda-feira (20), começou a contagem regressiva para a Copa de 2030: faltam “só” 1.419 dias de sofrimento pela frente. Depois de pagar o maior mico desde 1990 e cair nas oitavas de final contra a Noruega — sim, tomamos baile até dos caras do fiorde —, a piazada brasileira tá se coçando de dúvida: e agora, o que vai ser do nosso futebol? E, principal, o piá Neymar ainda tem lenha pra queimar ou é hora de pendurar as chuteiras e ir tomar um quentão?
Segundo a última rodada do estudo Eu Vi o Brasil – O país do futebol?, feito pela IMO Insights, a paciência do torcedor deu uma escorregada feia. Nada menos que 46% dos entrevistados acham que o ciclo do Neymar na Seleção já deu o que tinha que dar e ponto final.
Na outra ponta, 36% do povo ainda bota fé que o atacante de 34 anos merece fardar a Amarelinha em 2030 (quando estará com 38 anos, mais novo do que o Messi jogou este ano, diga-se de passagem). Já uns 18% ficaram em cima do muro, no clássico estilo “nem que sim, nem que não”.
Queridinho? Não mais!
O problema é que o prestígio do homem foi pro vinagre. Para 67% da piazada, tá mais do que na hora de dar linha na pipa e abrir espaço pra renovação. Na pesquisa, ele perdeu 6 pontos na preferência da torcida e ainda virou o jogador que o brasileiro mais torce o nariz.
“A discussão em torno do Neymar deixou de ser só futebolística. O torcedor deu uma cansada e quer ver cara nova na área”, mandou a real Simona Karen Miranda, diretora da IMO.
Vale lembrar que o homem passou mais tempo no departamento médico do que em campo: jogou minguados 55 minutos na Copa toda, sendo 15 contra a Escócia e 40 contra a Noruega (onde até fez um golzinho de pênalti pra desencantar). Se for o adeus definitivo, o piá se despede como maior artilheiro da Seleção em jogos oficiais, com 80 gols em 130 partidas — deixando o rei Pelé (77) pra trás.
A bucha maior tá na cartolagem
Agora, se a situação do Neymar divide opiniões, o trambolho da CBF é unanimidade nacional. Depois de quatro anos de bagunça, barraco na diretoria e uma dança das cadeiras que trocou de técnico quatro vezes (Ramon Menezes, Diniz, Dorival e Carlo Ancelotti), o povo perdeu a estribeira:
-
86% dos entrevistados exigem mudanças profundas na entidade pra Seleção voltar a meter medo nos adversários;
-
72% garantem que a zona na gestão foi o empurrãozinho que faltava pro Brasil ir pro buraco mais cedo.
Mas na hora de apontar o dedo pro culpado direto da eliminação, a torcida preferiu descarregar na moita: 30% culparam o futebol pastelão dos jogadores, 20% colocaram na conta das invenções do Ancelotti e 19% acharam a convocação uma tática furada. Só 14% jogaram a culpa direto na CBF e meros 6% deram o braço a torcer admitindo que a Noruega simplesmente jogou mais bola.
Moral da história: o brasileiro continua achando que a Seleção é o máximo e que a queda foi só um tropeço bobo. Resta saber se até 2030 a gente ajeita esse coreto ou se vai ser mais um quadriênio de raiva e dor de cotovelo!



