Com direito a LED chique e puxadinho na pista pras aeronaves pararem de passar apuro, terminal quer provar que não é só Curitiba que tem aeroporto que funciona (quando o djanho da fumaça deixa)

Olhe, piá, se você achava que Cascavel só servia pra passar calor ou ver a jorrada de água no chafariz do calçadão, dê uma espiada nessa: o Aeroporto Regional Coronel Adalberto Mendes da Silva tá mais faceiro que ganso em taqueral. O Governo do Estado resolveu abrir a mão e soltar R$ 11,7 milhões pra dar uma ajeitada naquele terminal, que — convenhamos — já bateu recorde de mais de 469 mil passageiros em 2025 e tava precisando parar de trabalhar “no dente”.

A dinheirama, que veio graças ao arranca-rabo político do deputado Gugu Bueno, vai ser dividida em duas frentes pra ver se o aeroporto vira um “brinco” de vez.

Chega de gambiarra e balizamento “boca de porco”

O primeiro quinhão da grana (uma bagatela de R$ 9,8 milhões) vai direto pro lado ar do aeroporto. A ideia é arrancar aqueles equipamentos velhos que parecem comprados no Paraguai e instalar um sistema de balizamento noturno em LED que é pura ostentação. Agora o piloto não vai mais precisar adivinhar onde tá a pista na hora de pousar quando o tempo fechar naquele “mormaço” paranaense. A promessa é que a jaca toda fique pronta em 300 dias. Vamos ver se não vão “mocar” esse prazo.

O resto do cascalho (quase R$ 1,9 milhão) vai servir pra fazer um puxadinho de 381 metros na taxiway. É aquela pista onde o avião fica transitando meio “passo de tartaruga” antes de decolar. O motivo? O povo tá querendo construir novos hangares. Sim, porque voar pra Curitiba, Campinas e Guarulhos — e até pro Nordeste no verão, pra ver se o cascavelense pega uma cor que não seja “branco-palmito” — já tá ficando pequeno pra essa gente.

Aviso aos navegantes: Os projetos foram desenhados pelos engenheiros Welton Almeida Duarte e Nilton Lunardi Júnior, da Transitar. Ou seja, se o LED piscar em ritmo de pisca-pisca de Natal, já sabemos quem ir cobrar.

O “tesão” de aeroporto

Enquanto Maringá e Londrina choram as pitangas, Cascavel se gaba de ser o “melhor aeroporto regional do Sul do Brasil”. O bicho tá tão chique que o GEIV (Grupo Especial de Inspeção de Voo) da Força Aérea Brasileira passou por aqui esses dias pra calibrar o PAPI — aquele negócio cheio de luzinha que diz se o avião tá descendo direito ou se vai dar um “tombbo” no mato.

Disseram que tá tudo nos trinques, um verdadeiro tesão. Agora é só esperar os 120 dias da obra da pista pra ver se os aviões param de se bater que nem barata tonta. Quem diria que a terra do cascavellet iria voar tão alto, hein?

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