A chapa esquentou! CCJ aprova cassação de Renato Freitas e deixa deputado na corda bamba
Relatório de Marcio Pacheco que pede o “bilhete azul” para o parlamentar do PT passa pelo crivo da Comissão de Justiça; agora, o banzé vai para o Plenário e os 54 deputados vão decidir se o piá roda ou não

O clima na Assembleia Legislativa do Paraná está mais tenso que corda de caranguejo na panela. Na tarde desta terça-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) resolveu não passar a mão na cabeça e aprovou o parecer do deputado Luiz Fernando Guerra (NOVO). O veredito? Manter, sem tirar nem pôr, a decisão do Conselho de Ética que pede a cassação do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT). É, piazada, o calo apertou e o homem está com um pé fora da Alep!
A decisão da CCJ só carimbou o eito de trabalho que o deputado Marcio Pacheco (Republicanos) teve durante cinco meses. O homem revirou papel, ouviu testemunha e analisou prova até cansar a vista para relatar o caso no Conselho de Ética. Pacheco jurou de pé junto que jogou dentro das quatro linhas, seguindo o Código de Ética da Casa igualzinho a um coroinha na missa:
“Foram cinco meses de trabalho dedicado a ouvir testemunhas e analisar provas, tudo respaldado pelo Código de Ética da Assembleia Legislativa que, dados os elementos desse caso, indica a punição máxima, a cassação do mandato parlamentar do deputado Renato Freitas, do PT.”
Para fechar o coro, o presidente do Conselho, deputado Delegado Jacovós (PL), também quis garantir que a bucha foi entregue limpinha: “Entregamos um trabalho de lisura inquestionável”, declarou o xerife.
Por que deu esse banzé todo?
Para quem estava mocado e não lembra de onde surgiu essa inhaca, o enrosco começou lá no centro de Curitiba, numa discussão feia entre Renato Freitas e um manobrista. O que era para ser um bate-boca de rua virou uma bola de neve gigante: a oposição e os desafetos protocolaram nada menos que 11 pedidos de cassação. Juntaram tudo num balaio só por “quebra de decoro parlamentar” e mandaram para a guilhotina política.
A crítica que o paranaense faz no balcão da padaria é clara: enquanto tem tanto ralo para arrumar e tanta estrada precisando de asfalto no interior, a Assembleia gasta quase meio ano discutindo briga de estacionamento. Mas, política é política, e quando a patota resolve morder o calcanhar de alguém, não larga fácil.
E agora, José?
Depois que o Guerra deu o parecer favorável na CCJ e os deputados aprovaram após um pedido de vista — que é aquele famoso “deixa eu segurar o papel um pouco para ver se ganho tempo” —, a batata assou de vez.
O processo agora vai para o Plenário da Assembleia. São 54 deputados estaduais que vão se reunir para votar se dão o “passaporte para a rua” definitivo para Freitas ou se o piá se livra dessa de raspão. Pacheco acha que a votação na CCJ mostrou que o relatório dele é “pau puro” e está bem amarrado juridicamente. Se o deputado do PT não for muito “ligeiro” na articulação nos bastidores, vai acabar perdendo a cadeira e tendo que ver a sessão da galeria, chupando bala. Vamos ver quem tem mais garrafa pra vender nessa votação!



