Depois de décadas de “promessinha” e ferry-boat caprichando na lerdeza, obra de R$ 400 milhões é entregue; autoridades comemoram fim da “nhaca” e o enterro da ponte invisível 
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

GUARATUBA – Quem te viu, quem te vê! Sabe aquela história de pescador que a gente ouvia desde o tempo que se amarrava cachorro com linguiça? Pois é, a Ponte de Guaratuba finalmente saiu do plano espiritual e materializou-se nesta sexta-feira (1º). O que era chamado de “ponte invisível” por gerações de paranaenses agora é um monstro de concreto de 1,2 km que faz o trajeto entre Matinhos e Guaratuba durar menos que o tempo de fritar um pastel: dois minutos.

O clima na inauguração era de final de campeonato. O prefeito de Guaratuba, Mauricio Lense, não escondeu a ironia ao lembrar que a ponte já era lenda. “Ouvimos falar disso por gerações”, disse ele, lembrando que agora o comércio vai girar e a ambulância não vai mais ficar “estivada” na fila da balsa esperando a boa vontade da maré.

Zica da Constituição e o “Vapt-Vupt” da obra

A desembargadora Lídia Maejima, presidente do TJ-PR, deu aquela cutucada básica: lembrou que a ponte estava prometida na Constituição Estadual de 1989. Ou seja, a ponte demorou mais pra nascer que muito piazão que já tá ficando careca hoje em dia. “Foi prometida, adiada, suspensa… mas finalmente saiu”, ressaltou, com aquele alívio de quem não precisa mais rezar pra balsa não estragar.

Já o deputado Alexandre Curi, presidente da Alep, batizou a estrutura de Ponte da Vitória. Segundo ele, foi a vitória da eficiência contra a burocracia que adorava “ficar moscando”. O time da infraestrutura trabalhou no gás: foram mil colaboradores no pico da obra, com frentes 24 horas por dia, provando que quando o paranaense quer fazer a coisa andar, não tem tempo ruim.

Ferry-boat vai pro estaleiro (e ninguém vai sentir saudade)

A partir de agora, o ferry-boat vai sendo escanteado gradualmente. O plano para o futuro é chique demais: um complexo náutico com lazer e vagas para embarcações. O pessoal da saúde também está “loco de faceiro”. O secretário César Neves destacou que o “tempo-resposta” para emergências vai ser outro nível. Nada de paciente ficar esperando o balseiro dar o sinal verde enquanto o tempo passa.

Os detalhes que fazem a diferença:

  • Investimento: R$ 400 milhões (é dinheiro que não acaba mais!).

  • Rapidez: Travessia em 2 minutos (adeus, mofar na fila comendo milho cozido).

  • Pedágio: Não tem! O paranaense já paga imposto que chega, né bicho?

  • Carga: Veículos pesados estão proibidos, pra não virar bagunça.

Integração total

Para José Roberto Ricken, da Ocepar, e Marcos Domakoski, do Pró-Paraná, a ponte é o fim do isolamento. É a terceira maior ponte sobre o oceano do Brasil e promete transformar o Litoral num “brinco”. Agora, o turista chega com conforto, o comércio fatura o ano todo e o paranaense pode estufar o peito: a ponte que era “invisível” virou o novo xodó do estado. Só falta agora o pessoal não esquecer o protetor solar, porque a moleza pra chegar na praia acabou!

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