Companhias vão poder pegar até R$ 1 bilhão emprestado para não dar chabu no capital de giro; medida é pra quem tá com o orçamento mais apertado que o assento do meio
Foto: José Cruz/Agência Brasiil

Parece que o governo resolveu dar um empurrãozinho para as companhias aéreas que estão “penando” para manter os aviões no ar. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quarta-feira (20) as regras para uma linha de crédito emergencial de R$ 1 bilhão. A ideia é garantir que as empresas não precisem “pedir arrego” diante da alta do querosene, que está mais caro que pinhão fora de época.

O negócio funciona assim: as empresas que fazem voos domésticos podem pegar esse “troco” para pagar as contas do dia a dia, como combustível e a folha do pessoal. Mas não pense que é festa: o limite por empresa é de R$ 330 milhões — o que já dá para comprar uma “penca” de passagens, mas para as aéreas é só para tapar o buraco.

As regras do jogo (para não dizer que é migué)

Para acessar o crédito, a empresa tem que estar com a documentação em dia e provar que o preço do combustível deu uma “paulada” no orçamento. Confira o que ficou decidido:

  • Prazo de pagamento: É jogo rápido! São apenas seis meses para quitar a dívida em parcela única. É pegar, usar e devolver antes que a conta chegue com juros de mora.

  • Taxa de juros: Vai custar 100% do CDI. Se atrasar, a multa é de 2%, o que deixa o negócio mais salgado que charque.

  • Onde pega o dindim: O dinheiro sai direto em conta no Banco do Brasil, que vai ser o responsável por cuidar da burocracia.

“As empresas precisam provar que a situação tá feia por causa do petróleo no Oriente Médio. Se não comprovarem, não levam nem um picolé de milho.”

Por que essa pressa toda?

Originalmente, o pessoal do CMN ia se reunir só na quinta (21), mas resolveu adiantar o encontro para quarta-feira. Deve ser porque o setor aéreo está mais ansioso que curitibano esperando o sol sair em julho. Com as tensões lá fora fazendo o preço do óleo subir, o governo ficou com medo de as empresas começarem a cancelar rotas e deixar o passageiro “ver navios” (ou melhor, ver aviões parados).

Agora, as empresas têm até 28 de junho de 2026 para fechar os contratos. Se não aproveitarem essa chance, aí sim a situação vai ficar mais complicada que entender o sentido das ruas no centro de Curitiba em dia de chuva.

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