Última chamada para o eleitor: prazo acaba e desculpa também
Quem deixar para depois pode ficar sem votar, mas não sem dor de cabeça com a burocracia

Os eleitores que pretendem participar das eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para colocar a vida eleitoral em ordem. É o momento de tirar o primeiro título, regularizar pendências, atualizar dados ou, para os mais atrasados, lembrar que o prazo não é sugestão — é limite.
A partir do dia 7, o cadastro eleitoral fecha. Traduzindo: não adianta correr, reclamar ou culpar a internet lenta. O sistema simplesmente não deixa mais mexer em nada. É tipo porta de banco depois do expediente: só olhando de fora.
A regularização pode ser feita pelo site do Tribunal Superior Eleitoral, onde o eleitor envia documentos e acompanha o processo. Mas atenção: alguns serviços, como biometria e primeiro título, exigem presença física. Ou seja, nem tudo se resolve no conforto do sofá.
Quem teve o título cancelado por faltar às urnas em três eleições seguidas também precisa agir rápido. Caso contrário, além de perder o direito ao voto, o cidadão pode enfrentar um pacote nada simpático de restrições, como dificuldades para tirar passaporte, assumir cargo público ou até renovar matrícula em instituição oficial.
E para os jovens, a regra é clara: a partir dos 15 anos já dá para solicitar o título, mas só vota quem tiver 16 completos no dia da eleição. Já o voto segue obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos — porque, no Brasil, participar da democracia ainda vem com aquele leve “empurrãozinho”.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com possibilidade de segundo turno no dia 25. Até lá, o recado é direto: quem não resolver agora, depois resolve com as consequências.



