Em relatório “chorão”, EUA acusam governo brasileiro de quebrar as pernas do comércio deles com tecnologia, corrupção e desmatamento; se o negócio azedar, até julho a conta chega para o bolso do “piazão” exportador
Foto: Evan Vucci

BRASÍLIA – Pense num “bafafá” dos grandes! O governo dos Estados Unidos concluiu nesta segunda-feira (1º) uma investigação que é puro suco de encheção de saco. O Escritório de Comércio dos EUA (USTR), cumprindo ordens do presidente Donald Trump, resolveu acusar o Brasil de cometer práticas que “oneram ou restringem” os negócios do Tio Sam. E adivinhe quem foi o vilão da vez? O nosso querido PIX, junto com o desmatamento ilegal e aquela velha moleza na aplicação das leis anticorrupção. É mole ou quer mais? Os caras não aguentam ver o brasileiro fazendo transferência no domingo à noite sem pagar taxa que já ficam com “dor de cotovelo”.

Para dar um ralo no Brasil, o documento propõe uma paulada: aplicar uma tarifa de 25% sobre uma dinheirama de mercadorias brasileiras. Só não entraram na lista de castigo alguns produtos que eles não vivem sem — porque não são bobos nem nada —, como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras. O resto? Se o negócio vingar, vai ficar mais caro que a janta em restaurante chique de Curitiba.

A encrenca toda começou lá em julho de 2025, calçada na tal da “Seção 301” de uma lei americana de 1974. Até agora, o Itamaraty não deu um pio, provavelmente tentando entender como é que vão explicar para o Trump que o PIX veio para ficar.

O cronograma do “lenga-lenga” antes da canetada

Mas calma lá, que a encrenca não vai virar realidade de soco. Antes de meterem a mão no nosso bolso, os americanos abriram uma janela para o choro e o debate. Tem todo um calendário para quem quiser ir lá chiar ou tentar salvar a pátria:

Data Limite O que rola no balcão de negócios
22 de junho de 2026 Prazo final para pedir uma senha e dar depoimento na audiência.
1º de julho de 2026 Limite para mandar textão por escrito reclamando das tarifas propostas.
6 de julho de 2026 O dia do “vamos ver”: audiência pública oficial do USTR para debater a bronca.
15 de julho de 2026 O “dia do djanho”: prazo limite legal para os EUA decidirem se aplicam a facada ou não.

“Olha, o Trump e eu já tivemos um monte de reuniões com o presidente Lula e o gabinete dele, e o papo até que foi construtivo nas últimas semanas. Mas o troço travou. Continuamos tendo divergências substanciais para resolver esse enrosco”, mandou avisar Jamieson Greer, o embaixador e Representante Comercial dos EUA.

O rolo é antigo: os caras já ouviram mais de 30 testemunhas e leram quase 300 comentários antes de soltar essa bomba. Agora, o empresariado brasileiro que exporta para lá está com as guampas murchas, esperando para ver se o governo consegue dar uma “baixada de poeira” nessa história antes que o Porto de Paranaguá sinta o baque. Se não resolverem no diálogo, o inverno de julho vai ser bem mais frio para a economia brasileira.

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