Tchau, Aftosa! China abre a porteira para a carne brasileira e faz a festa dos pecuaristas
Após duas décadas de “lenga-lenga”, Pequim reconhece Brasil como livre da doença; exportadores do Paraná já preparam o churrasco para comemorar o piá do agronegócio que virou gigante

CURITIBA – Pense num trem que demorou, mas finalmente vingou! Após mais de 20 anos de uma negociação mais arrastada que bota de gaúcho no barro, o governo da China anunciou nesta terça-feira (2) que reconhece todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa. A notícia caiu como uma bomba de alegria no setor agropecuário, e tem muito produtor paranaense que já largou o “reco-reco” do trabalho para comemorar com um bom chimarrão — ou uma gelada, porque ninguém é de ferro.
O anúncio oficial foi feito direto de Pequim, durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Com a canetada dos chineses, o Brasil deixa de ser o “mofado” da vez no quesito sanitário e passa a ter passe livre para exportar produtos que antes ficavam barrados no baile, como miúdos e carne com osso.
“Olha, o cara que achou que a gente ia ficar só olhando o gado passar errou feio. Agora os chineses vão conhecer o que é carne de qualidade. É capaz de mandarmos até um bife com osso caprichado para eles verem o que é bom para a tosse”, brincou um pecuarista da região de Londrina, que preferiu não se identificar para não “dar zica” nos negócios.
O bolso agradece (e muito)
O namoro que virou casamento sério começou a engrenar mesmo em maio de 2025, quando uma missão presidencial foi até a República Popular da China e assinou um “memorando de entendimento” — um nome chique para dizer que os dois países prometeram parar de “fazer doce” e resolver as picuinhas sanitárias.
E a parceria não é de hoje, viu? Só em 2025, o agronegócio brasileiro mandou mais de US$ 50 bilhões em produtos para o país asiático. É tanto dinheiro que dá para comprar um “eito” de terra e ainda sobra para o quibebe.
Com a porteira totalmente aberta e o carimbo de “100% livre de aftosa”, a expectativa é que o Porto de Paranaguá fique mais movimentado que a rodoviária em véspera de Natal. Os frigoríficos do Paraná já estão a todo vapor, prontos para despachar contêineres e mais contêineres. Se antes a China já comprava bem, agora, com os miúdos e a carne com osso liberados, o faturamento vai “dar um ralo” na concorrência. É o Brasil mostrando que, quando o assunto é agro, não tem para ninguém!



