Com direito a suspensão e até pedido de cassação, colegiado da Alep passa a régua em confusões do deputado petista; agora o “entrevero” segue para o Plenário.

Foto: Valdir Amaral/Alep

Se você achou que a segunda-feira em Curitiba ia ser só aquele chuvisco chato e pinhão quente, se enganou feio, bicho. O clima esquentou de vez lá pelas bandas do Centro Cívico. O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), sob a batuta do deputado Delegado Jacovós, resolveu dar um basta nas “artes” do deputado Renato Freitas (PT) e meteu logo três canetadas de uma vez só.

O clima no conselho estava mais tenso que fila de Tubão em dia de clássico Atletiba. No fim das contas, decidiram que o parlamentar passou do ponto e precisa “ficar no milho” por um tempo — e talvez até perder a cadeira de vez.

Trinta dias no “estaleiro”

A primeira “tesourada” veio por conta de duas confusões que deram o que falar. Sabe aquele salseiro que aconteceu no Super Muffato em junho? Pois é, o colegiado não achou nem um pouco tri legal a conduta do deputado durante a manifestação e aplicou 30 dias de suspensão das prerrogativas.

Não satisfeitos, emendaram outra suspensão de um mês pelo “fuzuê” que Freitas arrumou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ou seja: o homem tá acumulando mais gancho que guri que responde pra vó no almoço de domingo.

O “pau quebrou” e o mandato balançou

Mas o bicho pegou mesmo na terceira representação. Sabe aquela briga, aquele “entrevero” legítimo que rolou no Centro de Curitiba em novembro de 2025? O Conselho de Ética não quis saber de conversa fiada e votou pela perda do mandato. É isso mesmo: os caras decidiram que a luta corporal foi a gota d’água e que Freitas deve ser convidado a “pegar o beco”.

E agora, José?

Calma que a fatura ainda não tá liquidada. Como diria o outro, “não se afobe, que o siri é de mangue”. Agora o processo vai para a CCJ pra ver se tá tudo dentro dos conformes da lei. Depois disso, o pepino cai no colo do Plenário, onde todos os deputados vão ter que votar se mantêm o castigo ou se aliviam a barra do piau.

Confira o resumo da ópera (ou do “revistório”):

Ocorrido Punição Sugerida Status
Manifestação no Muffato 30 dias de suspensão Aguardando Plenário
Confusão na CCJ 30 dias de suspensão Aguardando Plenário
Briga no Centro de Curitiba Cassação de Mandato Vai para a CCJ

O Delegado Jacovós, que não é de dar moleza, reforçou que o rito segue estritamente o que manda o figurino (e o Tribunal de Justiça). Agora, resta saber se o deputado Renato Freitas vai conseguir reverter esse placar ou se vai ter que assistir o resto da temporada da arquibancada.

O fato é um só: na Alep, a “japona” do código de ética pesou e o tempo fechou de vez para o petista. Ficamos no aguardo das próximas cenas desse capítulo, que promete mais reviravolta que carreteiro em festa de igreja.

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