O fumo entrou: Conselho de Ética dá gancho em Renato Freitas e deixa o deputado sem microfone na Alep
O clima esquentou em Curitiba e o parlamentar levou duas suspensões de 30 dias após quebrar o decoro no mercado e na CCJ; pra fechar o combo, ainda levou um “puxão de orelha” por escrito por falar o que não devia na Tribuna

Curitiba — Olha, bicho, o banzé foi grande na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta terça-feira (26). Sabe aquele ditado de que “quem procura, acha”? Pois é. O Conselho de Ética, sob o comando do deputado Delegado Jacovós, resolveu passar o rodo e bater o martelo contra o deputado Renato Freitas (PT). O colegiado negou todos os choros e pedidos de reconsideração do advogado dele e confirmou o fumo: duas suspensões de prerrogativas que vão deixar o parlamentar “de castigo” por 30 dias.
Com essa canetada, o deputado perde o direito de fazer o que mais gosta: usar a palavra no pequeno ou grande expediente das sessões, se candidatar a cargo na Mesa Diretora ou nas Comissões, e ainda fica proibido de relatar qualquer projeto. Basicamente, vai ter que ficar no cantinho, pianinho, sem dar um pio na Tribuna.
Os B.O.s do deputado: Confusão no mercado e quebra-pau na CCJ
Se você quer saber o tamanho da encrenca, sente aí que a capivara é longa. As duas suspensões de 30 dias saíram de duas confusões diferentes:
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B.O. 1 (O caso do mercado): Tudo começou por causa de uma manifestação em junho do ano passado, onde o deputado resolveu atrapalhar o funcionamento de um supermercado Super Muffato lá em Curitiba. O relator, deputado Artagão Júnior, queria dar um gancho ainda maior (suspender o mandato todo), mas a deputada Secretária Márcia achou melhor só tirar as “mordomias” regimentais por um mês pra não ser tão drástica.
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B.O. 2 (Briga de foice no escuro): O outro processo veio de um arranca-rabo registrado em fevereiro de 2025, bem no meio de uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A confusão envolveu Freitas, o deputado Márcio Pacheco e um assessor do gabinete dele, o Kenny Niedzwiedz. O Dr. Leônidas manteve o voto e o Conselho concordou que faltou compostura pro piazão.
O advogado de defesa, Edson Vieira Abdala, tentou de tudo: disse que o processo tinha erros regimentais, que houve cerceamento de defesa e que o deputado tem imunidade pra falar o que quiser. Mas o Jacovós não quis saber de lero-lero e avisou que, se quiser reclamar agora, que vá chorar na colônia, ou melhor, recorra à CCJ em até duas sessões.
E teve mais: “Censura escrita” por mexer com quem tá quieto
Pra fechar o pacote de encrencas, Renato Freitas ainda levou uma censura escrita pra levar pra casa. Esse terceiro processo aconteceu porque o deputado usou a Tribuna para dar uma cutucada na diretora-geral da Polícia Penal (Deppen), Ananda Chalegre dos Santos.
Na época, Freitas insinuou que ela só tinha virado diretora por ser “amiga íntima” do Secretário de Segurança, Coronel Hudson. A diretora não gostou do veneno, protocolou a denúncia e achou a fala “irônica e misógina”, alegando que o deputado tentou desqualificar o trabalho dela só por ser mulher.
O deputado Doutor Antenor (PT) até tentou passar um pano e pedir o arquivamento, dizendo que o prazo já tinha vencido, mas a relatora Secretária Márcia não perdoou: disse que foi uma ofensa moral desnecessária e que o pessoal adora associar o sucesso de mulheres a “favores” em vez de mérito. O advogado dele se defendeu dizendo que “íntima” foi usado num sentido técnico de proximidade de trabalho, mas não colou.
Resumo da Ópera (Pra você não se bater com a notícia):
O veredito: Renato Freitas pegou 30 dias de suspensão de fala e cargos na Alep + uma advertência por escrito.
A defesa: Diz que é perseguição e que vai recorrer na CCJ.
Próximos capítulos: O clima na Assembleia vai continuar mais tenso que corda de caranguejo!



