O Brasil descobre o charme do segundo lugar e vira o Barão da Prata no Azerbaijão
Ao som de Michael Bublé, as brasileiras garantem mais um troféu de vice em Baku e provam que, se a vida te der limões, você faz uma limonada prata e ainda sai “Feeling Good”

As meninas da ginástica rítmica estão aqui para provar que o país do futebol também é uma potência na arte de colecionar medalhas de prata. Em um intervalo de apenas uma semana, o conjunto brasileiro resolveu que o segundo lugar é a tendência absoluta da temporada. Depois de brilharem em Tashkent, elas desembarcaram em Baku, no Azerbaijão, para mostrar que o brilho prateado tem um charme que as israelenses — as carrascas do ouro — jamais entenderão.
Bailando com o “Moço das músicas de Natal”
Para garantir o pódio no domingo (19), o quinteto brasileiro decidiu apostar no refinamento. Ao som da versão de Michael Bublé para “Feeling Good”, as ginastas manusearam as cinco bolas com uma elegância tamanha que faria qualquer garçom de restaurante de luxo chorar de inveja.
A nota de 26.350 foi o suficiente para desbancar as donas da casa, que ficaram com o bronze, mas não deu para alcançar Israel, que levou o ouro com 26.650. Segundo a técnica Camila Ferezin, essa prata tem um “significado diferente”. Provavelmente o significado de que a evolução chegou, mas a juizagem ainda prefere o hummus ao feijão com arroz.
Abracadabra e o sumiço do pódio
Já na final mista, o clima mudou de “jantar à luz de velas” para “balada de Halloween” ao som de Lady Gaga. A coreografia de “Abracadabra”, que havia rendido prata na semana anterior, parece ter sofrido um feitiço reverso em Baku. O Brasil terminou em quinto lugar, provando que até o mundo pop tem seus dias de baixa. Enquanto isso, Espanha, Rússia e Bulgária fizeram a festa e dividiram o restante do espólio metálico.
Voos Individuais e a Rota para 2028
No setor individual, as brasileiras também marcaram presença, embora o pódio tenha ficado apenas na imaginação:
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Maria Eduarda Alexandre: Chegou a duas finais e terminou em 7º, mas bateu seu recorde pessoal no geral. Não levou medalha, mas levou pontos e o consolo de que “o importante é competir”.
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Bárbara Domingues: A curitibana ficou em 17º, garantindo que o Paraná estivesse representado onde quer que haja um tapete e uma fita.
O próximo compromisso das nossas “Meninas de Prata” é no Rio de Janeiro, em junho. O objetivo real? O Mundial de Frankfurt em agosto, onde o Brasil tentará carimbar o passaporte para Los Angeles 2028. Até lá, seguimos vice com muito orgulho e ouvindo Bublé no repeat.



