Entre pedidos de vista e votações que não acabam mais, deputados tentam limpar a gaveta antes que os processos virem “inhaca” e prescrevam de vez 
Foto: Valdir Amaral/Alep

A quarta-feira (6) na Assembleia Legislativa do Paraná foi mais movimentada que fila de banco em dia de pagamento. O deputado Delegado Jacovós, que não é de ficar “vadiando” no serviço, reuniu o Conselho de Ética para dar um jeito numa montanha de processos que estava quase passando do ponto. Segundo o homem, o esforço é para não deixar nada prescrever, porque se a turma der “migué”, os prazos acabam e vira uma “mungunzá” jurídica.

O clima estava mais pesado que pinhão cozido com casca, com seis representações na pauta: cinco contra o deputado Renato Freitas e uma contra o parlamentar Ricardo Arruda.

Advertência e “Bruxaria”

O primeiro a levar um “piau” oficial foi Renato Freitas, que recebeu uma advertência escrita por conta de umas falas na Tribuna contra o colega Ricardo Arruda. Mas não parou por aí:

  • O “bruxo” se deu mal: Ricardo Arruda também não saiu ileso. Ele levou uma censura escrita por ter chamado a ministra Cármen Lúcia de “bruxa” no Plenário. O deputado Tito Barichello tentou dar um “help” dizendo que era imunidade parlamentar, mas o voto da punição venceu.

  • Gravata arquivada: Pelo menos uma notícia boa para Freitas: a denúncia sobre ele ter posado com uma gravata no pescoço foi para o arquivo, porque o relator achou que era só “arte” e não quebra de decoro.

A coisa ficou russa: Pedido de cassação e briga de rua

Se você acha que o “revertério” parou na advertência, está muito enganado. A situação de Renato Freitas pode ficar ainda mais “nhaca”:

  1. Suspensão na CCJ: Um novo parecer sugere que ele perca as prerrogativas por 30 dias devido a um arranca-rabo na Comissão de Constituição e Justiça, onde teria rolado até tentativa de golpe em assessor.

  2. Cassação à vista: O bicho pegou mesmo com o relatório do deputado Márcio Pacheco sobre uma luta corporal de Freitas no centro de Curitiba com um manobrista. Pacheco não quis saber de conversa fiada e pediu a perda do mandato, alegando que a confusão manchou a imagem da Casa.

Pedido de vista e “tchau e bênção”

Para fechar o dia, teve muito pedido de vista — aquele famoso “deixa eu ver isso aqui direito” que empurra a decisão para a próxima semana. O caso do supermercado Muffato, por exemplo, entrou num loop: teve voto divergente, novo pedido de vista e agora ninguém sabe quando sai o veredito.

Jacovós ainda negou um pedido de reconsideração da defesa de Freitas, mantendo uma advertência anterior. Pelo jeito, o Conselho de Ética vai continuar em ritmo de “pancadão” nas próximas reuniões até limpar toda essa papelada que está mais enrolada que namoro de portão.

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