De olho nos “malucos” que querem surrupiar até a Groenlândia, presidente diz que o Brasil não quer briga, mas já guardou a cutucada pra quem vier folgar nas nossas águas
Foto: Ricardo Stuckert

Se você achava que a sexta-feira ia terminar em paz e amor, tirou o cavalinho da chuva. A Marinha do Brasil lançou hoje, com toda a pompa e circunstância, a Fragata Cunha Moreira. O bicho é um baita navio de guerra que corre a quase 50 km/h — o que, convenhamos, para um monstro de 3.465 toneladas com hangar de helicóptero e tudo, é mais rápido que o ligeirinho da linha Interbairros em dia de chuva.

O presidente Lula colou no evento e não perdeu a chance de mandar aquele papo reto, bem ao estilo “daqui você não passa”. Olhando para o cenário internacional, ele deu uma cornetada geopolítica daquelas:

“Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu tenho que me cuidar. Tá cheio de maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá. Aonde que nós estamos?”, disparou o presidente.

A estratégia do “não cutuque com vara curta”

Basicamente, o recado de Lula foi claro: o mundo virou um grande furdunço de piá pançudo querendo o brinquedo dos outros (especialmente depois da 2ª Guerra Mundial). Para evitar que o Brasil seja a próxima vítima de algum “maluco” internacional, a ideia é mostrar que a gente tem dente.

Segundo o presidente, a fragata não é só um barquinho bonito pra tirar foto; é para o país “tomar conta do seu próprio nariz”. Ou seja, se algum gringo metido a besta tentar vir aqui folgar nos nossos 8,5 milhões de quilômetros quadrados, vai dar de frente com um navio que é puro relo — cheio de radares, sensores e armamentos de última geração. É a nossa versão náutica do “fique esperto”.

Mão de obra da terra e tecnologia de ponta

O Comandante da Marinha, Marcos Olsen, também falou bonito, usando termos técnicos para explicar que o poder naval serve para não deixar que outros atores soberanos venham querer “intimidar nações”. Em bom paranaense: é pra ninguém vir aqui fazer jacu com a nossa cara.

A Cunha Moreira foi feita todinha em Itajaí, com mão de obra nacional e transferência de tecnologia. Ela faz parte de uma “leva” que já tem a Tamandaré e a Jerônimo de Albuquerque navegando por aí, enquanto a Mariz e Barros está lá no estaleiro sendo montada no capricho.

O projeto é uma parceria da Marinha com a Sociedade Águas Azuis (Thyssenkrupp, Embraer e Atech). Agora, com a Cunha Moreira pronta para o combate, o Brasil avisa que continua sendo um povo pacífico… mas se vierem procurar sarna pra se coçar, a Marinha já tem o remédio engatilhado.

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