Dólar despenca e Bolsa ganha fôlego: o “veranico” chegou no mercado financeiro
Moeda americana toma um “chega pra lá” e fecha no menor nível em dois anos; enquanto isso, a B3 sobe mais que pinhão na brasa e anima os investidores

O mercado financeiro nesta terça-feira (5) estava mais animado que piazada em dia de folga. Mesmo com o “fuzuê” que continua no Oriente Médio, o clima global deu uma acalmada e o pessoal resolveu apostar no risco, fazendo o dólar baixar a crista e a bolsa de valores subir de vereda.
Dólar leva um “pela-porco”
A moeda americana não aguentou o tranco e encerrou o dia vendida a R$ 4,912, uma queda de 1,12%. Teve uma hora ali pelas três e meia da tarde que o bicho quase encostou nos R$ 4,90 — o menor valor desde o começo de 2024. No acumulado deste ano, o dólar já emagreceu 10,51% frente ao real. Parece que o Tio Sam resolveu dar uma trégua para o nosso bolso.
O motivo da queda foi o tal do “apetite por risco”. Mesmo com a piazada brigando lá fora, o cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã deu uma aliviada na tensão. Além disso, a ata do Copom sinalizou que os juros por aqui vão continuar altos por um bom tempo, o que atrai capital estrangeiro feito lambari no farelo.
Ibovespa: Firme que nem palanque no banhado
Enquanto o dólar descia o morro, o Ibovespa subiu que foi uma beleza. O índice da B3 avançou 0,62%, chegando aos 186.753 pontos. O mercado ainda está digerindo a Selic a 14,50% ao ano e os bons resultados das empresas, o que deixou os investidores mais faceiros que guri de calça nova.
Lá na “estrangeira”, o índice S&P 500 também não ficou atrás e subiu 0,81%, acompanhando o otimismo que tomou conta do globo.
Petróleo dá uma murchada
Já o preço do petróleo resolveu dar uma segurada. O barril do tipo Brent caiu 3,99%, fechando em US$ 109,87. O motivo foi o mesmo: o alívio nas tensões do Estreito de Ormuz.
Nota para o investidor: Apesar da queda, o preço ainda está “salgado”, custando mais de cem pratas o barril. Qualquer “entrevero” novo no Oriente Médio pode fazer o preço pular de novo, então é bom não se fresquear muito e ficar de olho no lance.
| Indicador | Valor | Variação |
| Dólar Comercial | R$ 4,912 | -1,12% |
| Ibovespa | 186.753 pts | +0,62% |
| Petróleo Brent | US$ 109,87 | -3,99% |
| Taxa Selic | 14,50% a.a. | – |



