Com mais de 14 mil atendimentos desde o começo, iniciativa tira o povo do hospital e leva médico, enfermeiro e carinho direto para o quarto do paciente

Olhe, vou te falar uma coisa: não tem lugar melhor no mundo do que a casa da gente, né? E em Cascavel, tem um pessoal que leva isso a sério faz tempo. O PAID (Programa de Assistência e Internação Domiciliar) acaba de soprar 20 velinhas, provando que tratar da saúde não precisa ser sempre naquele clima frio de hospital, com cheiro de éter e barulho de monitor.

Desde 2005, quando o programa era “piá” e tinha só uma equipe de desbravadores, já foram atendidas cerca de 14 mil pessoas. Hoje, o negócio cresceu e está “uma uva”: são quatro equipes multidisciplinares que não dão sossego para a doença. Atualmente, mais de 250 pacientes estão sendo cuidados em casa. Se esse povo todo tivesse que ficar em leito de hospital, a fila ia estar mais comprida que fila de banco em dia de pagamento.

Menos hospital, mais dignidade

O Secretário de Saúde, Ali Haidar, reforça que o foco é o atendimento humanizado. Tem de tudo no programa: desde o pessoal que sofreu AVC ou trauma, até quem precisa de oxigênio ou cuidados paliativos.

“A permanência junto à família, no conforto do lar, traz mais dignidade ao tratamento. É oferecer carinho e acolhimento”, destaca o secretário.

E não é só “dar remédio e tchau”, viu? O PAID se modernizou. Agora tem equipamento novo de fisioterapia e até o apoio espiritual do capelão Guinter, que dá aquele alento para a alma sem ficar escolhendo religião. O desafio, porém, é a rede de apoio, já que nem toda família consegue dar conta do recado sozinha quando a equipe vai embora — aí entra a sensibilidade dos profissionais que são verdadeiros anjos.

Milagres do dia a dia

Para quem duvida da eficácia de tratar o doente em casa, tem o caso de um senhor de 53 anos que chegou no PAID “pele e osso”, com traqueostomia e sonda após um baita traumatismo. Depois de uns meses de mimos e cuidados técnicos da equipe, o vivente já está comendo pela boca, tirou os tubos e até voltou a caminhar. É de cair os butiá do bolso!

O “seu” Nelson Lucas dos Santos, um dos pacientes atendidos, não economiza nos agradecimentos:

“O pessoal do PAID já me salvou duas vezes. Eu reconheço tudo o que fizeram por mim. Que Deus abençoe!”


Como funciona o “esquema”?

Se você tem um parente precisando ou conhece alguém que está “baqueado”, saiba como o PAID atua:

  • De onde vem o paciente? Encaminhamentos de hospitais, UPAs, postinhos de saúde ou procura direta da família.

  • Quem vai na sua casa? Uma “vanguarda” formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas e até fonoaudiólogas.

  • O que eles fazem? Visitas toda semana, dão remédio, trocam sondas, cuidam da dor e ensinam o cuidador a não se atrapalhar com os procedimentos.

É a saúde de Cascavel mostrando que, com dedicação, o tratamento vira quase uma conversa de comadre, mas com toda a técnica que o povo merece.

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