Vacina na festa, piá: Cascavel tenta correr atrás do prejuízo contra a gripe
Com cobertura ainda baixa, Comboio da Saúde estaciona na Festa do Trabalhador pra ver se o cascavelense toma jeito e a vacina

Em Cascavel, o recado é direto, mas parece que ainda não entrou em todos os ouvidos: tem vacina sobrando e braço faltando. Pra tentar resolver isso, a Prefeitura decidiu ir onde o povo está e colocou o Comboio da Saúde na Festa do Trabalhador nesta sexta-feira (1º), das 8h às 14h, oferecendo vacinação contra a gripe pra quem faz parte dos grupos prioritários.
A estratégia é simples, quase no estilo “já que você veio comer churrasco, aproveita e toma uma picadinha”. E olha, tá precisando mesmo. A cobertura vacinal no município está em 28,94%, bem longe da meta de 90%. Em outras palavras, tá mais devagar que fila de banco em dia de pagamento.
Entre os idosos, que são os que mais precisam, o índice chegou a 35,39%. Já nas crianças, o número é ainda mais baixo, 15,63%, e nas gestantes, 28,58%. Ou seja, o vírus tá mais convidado que muita gente na festa.
A Secretaria de Saúde reforça que basta levar a carteirinha de vacinação, mas se não tiver, não tem desculpa esfarrapada, porque dá pra vacinar mesmo assim. É chegar e arregaçar a manga, sem drama.
E pra quem não for na festa, a vacina continua disponível nas unidades de saúde durante a semana, sem intervalo, daquele jeito organizado que o cascavelense conhece. O problema não é falta de vacina, é falta de vontade mesmo, né.
O público-alvo inclui desde crianças pequenas até idosos, passando por trabalhadores da saúde, professores, caminhoneiros, forças de segurança e pessoas com doenças crônicas. Ou seja, praticamente metade da cidade já tem motivo pra ir lá se proteger.
No fim das contas, a prefeitura faz a parte dela, leva vacina até na festa, mas o resto depende do cidadão. Porque reclamar depois da gripe ninguém reclama pouco, né piá.



