Brasil aplica “lei do troco” e retira credenciais de agente dos EUA na PF
Decisão segue princípio da reciprocidade após expulsão de delegado brasileiro; diplomacia entra no modo “você tira o meu, eu tiro o seu”

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, decidiu que diplomacia também pode funcionar no estilo “um pra lá, outro pra cá”. Ele retirou as credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da PF, em Brasília, como resposta direta à saída forçada do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano.
“Foi com pesar”, disse Rodrigues. Aaquele pesar clássico de quem faz, mas faz com vontade. A medida segue o velho e conhecido princípio da reciprocidade, traduzido no popular: mexeu com um, mexeu com todos (e com o crachá também).
A troca de “gentilezas” diplomáticas começou após o governo dos EUA solicitar a retirada de um funcionário brasileiro, ligado à PF. Embora o nome não tenha sido citado oficialmente, os indícios apontam para o delegado envolvido em investigações que respingaram no ex-deputado Alexandre Ramagem.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também entrou no clima e deixou claro que, nesse jogo, o Brasil não ficaria assistindo de camarote. “Não tem conversa”, resumiu — o que, em linguagem diplomática, significa basicamente “vamos jogar igual”.
Enquanto isso, a substituição do delegado brasileiro nos EUA ainda não foi detalhada oficialmente. Nos bastidores, o clima é de tensão elegante: ninguém levanta a voz, mas todo mundo entende o recado.
No fim das contas, a diplomacia segue firme, agora com um toque de novela: capítulo novo, resposta imediata e aquele roteiro que ninguém sabe como termina.



