Carioca de 19 anos estreia direto na segunda rodada contra Marin Cilic e percebe rapidamente que o tênis profissional não distribui gentilezas nem para novatos promissores
Foto: Fotojump/Rio Open

A vida mudou rápido para João Fonseca. Em questão de meses, o carioca saiu da promessa para o posto de cabeça de chave em um Masters 1000 — o que, na teoria, parece um upgrade digno de comemoração. Na prática, significa estrear direto contra alguém que já viu de tudo no circuito e provavelmente não está nem um pouco impressionado.

O adversário da vez será o croata Marin Čilić, ex-top 3 do mundo, atual número 51 do ranking e dono de 37 anos de experiência, histórias e, possivelmente, paciência zero para surpresas. Ele garantiu a vaga ao vencer Zizou Bergs por 2 sets a 1, mostrando que ainda sabe muito bem o que está fazendo — o que, convenhamos, não ajuda muito quem está do outro lado.

Já João Fonseca, hoje número 31 do mundo e único brasileiro na chave de simples em Madri, entra em quadra na sexta-feira ainda sem horário definido. Talvez estejam tentando dar mais algumas horas para ele processar a situação.

O torneio, o Masters 1000 de Madri, disputado no saibro, serve como aquecimento para o Roland Garros, aquele pequeno detalhe no calendário conhecido como Grand Slam. Ou seja, nada muito tranquilo.

Pela primeira vez na carreira, Fonseca chega como cabeça de chave — número 27, para ser exato — o que lhe garantiu a “vantagem” de estrear apenas na segunda rodada. O benefício só foi possível após as desistências de dois nomes pouco relevantes: Carlos Alcaraz e Novak Djokovic. Um empurrãozinho do destino, que resolveu abrir espaço… mas não necessariamente facilitar a vida.

Enquanto isso, o jovem brasileiro segue acumulando convites para festas cada vez mais exclusivas. Ele também está confirmado no ATP 500 de Hamburgo, em maio, onde encontrará uma lista de participantes que parece saída diretamente de um pesadelo competitivo. Entre eles, Alexander Zverev — que já eliminou Fonseca em Mônaco, só para manter a tradição — além de Felix Auger-Aliassime, Ben Shelton e Flavio Cobolli, atual campeão do torneio.

No fim das contas, a mensagem do circuito é clara e direta: parabéns pelo sucesso, agora lide com isso. E, pelo visto, João Fonseca vai ter que aprender rápido — porque no tênis de elite, a única coisa que não entra em quadra é a dó.

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