A Serpente resolveu dar o bote e o Guarany descobriu que o Olímpico não é lugar de passeio
Com gols de Robinho e Galdino, o Cascavel mantém sua meta invicta na Série D e prova que, para levar um gol, o adversário precisa de muito mais do que apenas boa vontade e passagens compradas

Para quem duvidava que o domingo (19) reservaria emoções no Estádio Olímpico Regional, o Cascavel tratou de mostrar que, na Série D de 2026, a hospitalidade paranaense tem limites — e eles terminam na linha de fundo. A Serpente venceu o Guarany por 2 a 0, mantendo-se invicta e com uma defesa tão fechada que nem pensamento ruim de torcedor adversário está conseguindo entrar nas redes do goleiro André Luiz.
O susto inicial e o despertador da Serpente
O jogo começou com o Guarany tentando ser o visitante abusado. Adaílson resolveu testar os reflexos da zaga aurinegra logo cedo, mas Tapioca — que pelo nome deveria ser leve, mas na marcação é pesado — tratou de afastar o perigo. O Cascavel, percebendo que era o dono da festa, resolveu atacar: Zé Carlos subiu no terceiro andar, mas parou no goleiro. Hassan também tentou, mas parece que a mira estava ajustada para o estacionamento do estádio.
O primeiro tempo terminou naquele empate sem gols que é um convite irrecusável para um cochilo após o almoço de domingo. Muita correria, algumas finalizações de Tiba e Geovane, mas nada que fizesse o placar sair do tédio absoluto.
Substituições mágicas e o nocaute aurinegro
Na volta do intervalo, o técnico César Bueno deve ter dado aquela “conversinha” motivadora no vestiário, pois a Serpente voltou com veneno renovado. Aos 5 minutos, Peçanha (que não é o do canal de humor, mas fez a alegria da torcida) cruzou rasteiro para Robinho fuzilar. 1 a 0, e o silêncio dos visitantes só não foi maior que o alívio das arquibancadas.
O Guarany tentou reagir, mas a organização defensiva do Cascavel estava mais sólida que fila de banco em dia de pagamento. Enquanto o adversário batia cabeça, a Serpente quase ampliou com uma cabeçada de Vanderlei que explodiu no travessão — capricho da bola para manter o suspense.
O “Grand Finale” com selo Galdino de qualidade
Nos minutos finais, quando o Guarany já estava no “tudo ou nada” (e geralmente ficando com o nada), o goleiro André Luiz resolveu mostrar que também sabe ser garçom. Em um lançamento que atravessou o mapa de Cascavel, a bola sobrou para Galdino. Com a frieza de quem pede um pão na chapa, ele driblou o goleiro e empurrou para o fundo da rede aos 46 do segundo tempo.
Com o triunfo, o Cascavel chega aos sete pontos e divide a liderança do Grupo A15 com o Joinville, ostentando o título de “invictos e imaculados”, já que ainda não sofreram gols. O próximo desafio é contra o Cianorte, no próximo domingo (26). A torcida espera que a Serpente continue com esse apetite, pois, até agora, o caminho rumo à Série C está mais limpo que a ficha de estreante em dia de vitória



