Presidente mistura geopolítica, indústria 4.0 e recado para robôs, em discurso que foi do clima ao descanso do trabalhador
Foto: Ricardo Stuchert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na Alemanha neste domingo (19) decidido a resolver praticamente tudo: salvar o planeta, organizar a economia global, dar bronca em guerras e, de quebra, aconselhar a inteligência artificial a não esquecer dos humanos no caminho.

Durante discurso na Hannover Messe, maior feira industrial do mundo, Lula classificou conflitos internacionais como “maluquice”, num raro momento em que resumiu a geopolítica mundial com a simplicidade de quem comenta briga de vizinho.

Entre aplausos, o presidente defendeu que o Brasil pode ensinar a Europa a economizar energia — afinal, segundo ele, por aqui a eletricidade é praticamente “eco-friendly raiz”. Também aproveitou para pedir que parem de falar mal da agricultura brasileira, porque, ao que tudo indica, o agro também quer ser sustentável — e reconhecido por isso.

No meio do pacote, Lula ainda alertou sobre os perigos da inteligência artificial: ela pode aumentar a produtividade, mas também escolher alvos militares. Ou seja, o problema não é só perder emprego, é também ser selecionado por um algoritmo mal-humorado.

Falando em trabalho, o presidente defendeu o fim da escala 6×1, propondo mais descanso ao trabalhador — uma ideia que certamente agrada humanos, mas pode deixar as máquinas confusas sobre quem vai bater o ponto.

Entre dados otimistas e promessas verdes, Lula ainda criticou o gasto trilionário com guerras e sugeriu “refundar” a OMC, porque, aparentemente, já que estava no microfone, por que não redesenhar o comércio global também?

No fim, o discurso entregou tudo: energia limpa, indústria moderna, crítica internacional, defesa do trabalhador e até indireta para robôs. Só faltou combinar com o resto do mundo.

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