Tio Sam resolve “ficar de varde” e inventa de encrencar com o Pix e o etanol do Brasil
Americanos dão uma de “mula sem cabeça” e ameaçam taxar produtos brasileiros em 25%; Itamaraty já mandou avisar que a acusação não tem “pé nem cabeça” e que o Brasil não vai engolir esse “migué”

Rapaziada do céu, parece que o governo dos Estados Unidos resolveu arranjar sarna para se coçar. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) cismou de colocar o Brasil no banco dos réus nesta semana, em Washington, para investigar umas supostas “trapaças” comerciais que estariam atrapalhando os negócios deles. É mole? Os caras estão querendo dar uma de “piá pançudo” e meter uma sobretaxa de 25% numa dinheirama de produtos que a gente manda para lá.
A primeira sabatina começou na segunda-feira (6) e vai até hoje (7). Eles tiraram o dia para botar olho gordo em seis coisas nossas, incluindo o nosso amado Pix — sim, o Pix! —, o acesso ao etanol e até o combate à corrupção. Pensou que parava por aí? Hoje já emenda outra audiência, dessa vez envolvendo 60 países, para xeretar se tem trabalho análogo à escravidão na produção de bens de exportação. Essa segunda peleja vai longe, só termina na quinta-feira (9).
Óia o tamanho do banzé
Essas reuniões, que vêm da tal “Seção 301” de uma lei americana de 1974, viraram um verdadeiro “furdunço”. Uma eito de gente do Brasil pegou o rumo da América para não deixar os gringos falando sozinhos. Entidades de peso como a CNA, o Cecafé, a CNI, a Unica e até a Embraer se inscreveram para dar o contra-argumento. Até o senador Flávio Bolsonaro entrou na fila para falar hoje.
Na ala do trabalho escravo, a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e o Sindifer (do ferro de Minas) também foram lá tirar a limpo. A Centrorochas, inclusive, já foi com uma estratégia armada para mostrar que, se os EUA taxarem nossas pedras, quem vai “levar fumo” são os próprios americanos. Afinal, só no ano passado os caras importaram US$ 795 milhões em rochas brasileiras para fazer bancada de cozinha de grife e revestimento chique por lá.
“As rochas brasileiras não ameaçam ninguém lá fora, elas complementam a cadeia deles”, garantiu Fábio Cruz, vice-presidente da associação. Ou seja: os gringos estão querendo briga à toa.
Itamaraty deu o “chega pra lá”
O governo brasileiro, claro, não ficou “moscando”. O Itamaraty já tinha enviado um calhamaço de documentos para os americanos no mês passado, dando um verdadeiro “totó” nos argumentos do USTR.
O Brasil deixou claro que a acusação dos EUA não tem nexo legal nenhum e que eles estão apenas misturando “alhos com bugalhos”. Segundo o Itamaraty, os americanos estão de marcação só porque não concordam com as escolhas soberanas do nosso país, e que a lei deles não dá direito de punir o Brasil só por causa de divergência política. Em bom paranaense: o Itamaraty mandou o Tio Sam parar de “fazer fisga” e ir procurar o que fazer.



