Tesão de piá: Onça fujona de 90 kg é capturada em Mandaguari após 48 dias de lida
O “bicho do Paraná” deu um baile nas autoridades, mas acabou caindo na rede e foi levado direto para o Zoo de Cascavel para ver se está firme e forte

MANDAGUARI – Pense num “revertério” que durou quase dois meses! Depois de 48 dias dando um drible de lenda na chinelagem e fazendo a região de Mandaguari segurar o清 (ou melhor, o coração), o maior felino das Américas finalmente foi para o saco — no bom sentido, claro. O Comando Integrado da Operação Onça confirmou, na madrugada desta quinta-feira (2), que o “gatão” de aproximadamente seis anos e 90 quilos de puro músculo foi capturado na área rural.
O bicho, que não é de se jogar fora, mobilizou uma força-tarefa digna de final de campeonato: técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Ambiental, Defesa Civil, Bombeiros, Ibama e a Prefeitura. Uma penca de gente para dar conta do recado.
Segundo a veterinária Letícia Koproski, do IAT, na hora do “vamos ver”, o bicho estava mais calmo que paranaense tomando quentão em dia de chuva. “O animal estava aparentemente tranquilo quando foi sedado. Fizemos alguns exames de eito na lida do campo e o bicho está firme e forte”, explicou, num linguajar mais técnico, claro.
Próxima parada: Cascavel (mas só de passagem)
Agora o bicho foi levado direto para o Zoológico Municipal de Cascavel para fazer um “check-up” completo. De acordo com a bióloga Nathália Colombo, a operação seguiu todos os conformes para ninguém sair machucado — nem a população e nem o felino, que é o que importa.
O plano agora é ver onde vão soltar o “gatonho”. Pedro Chaves de Camargo, veterinário do IAT, contou que a ideia é usar a genética desse “piá” para dar um up na população de onças do Estado. O bicho é um baita de um reprodutor em potencial.
Não vá fazer “gambi” ou armadilha!
O biólogo Mauro Britto já mandou o reto: se vir um bicho desse tamanho dando sopa por aí, não vá inventar de fazer arapuca ou querer dar uma de caçador do pantanal, porque o molho pode sair mais caro que o peixe. “Por mais boa intenção que se tenha, isso dá processo e multa”, alertou. Viu o bicho? Ligue direto para o IAT no (41) 9-9554-0553.
Britto também desmistificou aquela velha história de que a onça é a culpada de tudo na fazenda. “Muito mais bicho morre atolado no banhado ou de doença do que por causa da onça. O segredo é colocar uma luz e uns alarmes na propriedade para espantar o bicho”, ensina.
Para dar um apoio para a nossa fauna ou se vir algum bicho machucado na beira da estrada, não rale: ligue para a Ouvidoria do IAT ou mande um zap pro Disque Denúncia 181. Conte tudinho, sem comer fita, para as equipes chegarem voando.



