Direito existe na lei, mas na prática depende de milagre, documento e vaga que quase nunca aparece
Foto: Marcello Camargo Jr/Agência Brasil

A Constituição garante o voto a presos provisórios e adolescentes internados. O Tribunal Superior Eleitoral confirma. Mas, na prática, o recado é outro: “pode votar, desde que consiga”. E conseguir, nesse caso, virou modalidade olímpica.

Com poucas seções eleitorais dentro de presídios e uma burocracia digna de teste de resistência, o resultado é previsível. Em 2022, só 3% votaram. Em 2024, caiu ainda mais. Ou seja, nem precisa disputar eleição: a abstenção já vence de goleada.

Enquanto mais de 200 mil presos provisórios — que ainda nem foram condenados — aguardam julgamento, o direito ao voto segue preso junto com eles. Falta estrutura, sobra papelada e, no fim, a democracia vira aquela promessa bonita que funciona… no discurso.

O prazo termina em 6 de maio. Até lá, quem quiser votar vai precisar de algo além de vontade: sorte, documento, logística e, se possível, um pequeno milagre.

Com informações da Agência Brasil

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