Que faaase! Lote de água Crystal é recolhido por contaminação e Anvisa avisa: “Tira a mão desse litrão!”
Após laboratório achar bactéria com nome esquisito em garrafas, empresa de Goiás recolhe quase 400 mil unidades; brasileiro que comprou água pra “limpar o organismo” já ficou com o estômago revirado

Olha, piá e guria, se você achou que comprar água mineral era a garantia de passar bem e fugir daquela dor de barriga de respeito, é melhor dar uma olhada na despensa para não cair do cavalo. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) soltou um comunicado nesta quarta-feira (3) que deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha: o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal foi mandado direto para a geladeira do esquecimento.
A própria fabricante, a Mineração Bom Jesus Ltda (lá de Luziânia, em Goiás), resolveu dar o braço a torcer e recolher o produto voluntariamente. O motivo? Um exame de rotina achou uma tal de Pseudomonas aeruginosa no meio do líquido. Um nome chique desses para uma bactéria que, convenhamos, não é o tipo de visita que você quer recebendo no seu estômago. É de cair os butiá do bolso!
O tamanho do “enrosco”
Para você ter uma ideia do tamanho da inhaca, o lote zicado tem nada menos que 374,4 mil garrafas de 500 ml. O banzé se espalhou por várias regiões, mas felizmente parece que não chegou a cruzar as fronteiras aqui para o Paraná. A distribuição ficou assim:
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Distrito Federal: 230.443 garrafas (a maior parte do estrago);
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Goiás (cidades vizinhas): 66.768 garrafas;
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Interior de São Paulo: 75.750 garrafas;
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Tocantins: 1.439 garrafas.
Apesar do susto e do bafafá, a empresa garantiu que, até agora, ninguém ligou no SAC para reclamar ou dizer que passou mal depois de dar um gole. Menos mal, né?
Como descobriram a nhaca?
Tudo começou quando a Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa/DF) resolveu fazer aquela fiscalização de rotina — o famoso “vamos ver se tá tudo nos trinques”. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) pegou a amostra e apontou o bicho. A empresa ainda pediu uma contraprova, esperando que fosse apenas um alarme falso, mas o resultado definitivo carimbou: a bactéria estava lá, firme e forte. Diante do laudo, a fábrica em Goiás foi interditada até que tudo seja resolvido.
Nota da Redação: A Pseudomonas pode até ter nome de vizinha fofoqueira, mas é uma bactéria oportunista que adora fazer um estrago em quem está com a imunidade mais baixa.
“Tenho essa água em casa, e agora?”
Se por um acaso você viajou para esses lados do mapa e trouxe um fardo de água na mala, fique esperto. A Anvisa deu a letra: confira se a garrafa é do lote LZ1, fabricado em 20/01/2026 e com validade até 20/01/2027.
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Não beba: Nem para fazer o café, nem para o mate, muito menos para dar pro cachorro.
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Guarde o produto: A orientação é esperar as instruções da marca para saber como vai funcionar a devolução e o reembolso do seu rico dinheirinho.
Para acalmar os ânimos de quem já está quase tendo um troço, a Mineração Bom Jesus informou que o recolhimento foi ágil e cerca de 99,2% das unidades desse lote já foram limpas das prateleiras dos mercados. Ou seja, quase tudo já rodou.
A fabricante abriu uma investigação interna para entender que diabo aconteceu na linha de produção e está colaborando 100% com as autoridades. Por enquanto, o perigo está isolado só nesse lote específico. Então, se a sua água Crystal for de outro Direct, pode tomar seu gole sossegado, sem precisar dar uma de “ligeiro” e jogar tudo fora à toa.



