Governo libera a travessia no sábado, mas logo em seguida dá um “migué” e fecha tudo de novo para a piazada da corrida; o jeito é não moscar no horário para não ter que voltar de ferry boat
Foto: Jonathan Campos/AEN

Olhe, se tem uma coisa que o paranaense esperou mais que feriado de Carnaval foi essa tal dessa Ponte de Guaratuba. Mas como tudo por aqui tem um “depende”, a inauguração vai ser no esquema do abre e fecha. O Governador Ratinho Junior já deu aquele rolê de vistoria técnica na tarde desta quinta (30) para garantir que o asfalto não vai fugir do lugar, mas o motorista vai ter que ficar mais esperto que lambari em sangradouro para não dar com a cara no muro.

O rolo é o seguinte: a ponte abre para o tráfego no sábado (2), às 11h30, logo depois que a piazada da Maratona Internacional do Paraná terminar de correr os 5 km e os 21 km. É o tempo de você dar um grito de alegria e passar com o possante por cima da baía. Mas não se emocione muito, viu? Às 5h da manhã de domingo (3), os policiais rodoviários e o pessoal do DER fecham a porteira de novo.

A corrida do “viva o bicho”

Tudo isso porque o povo do fôlego de gato resolveu correr os 10 km e os 42 km bem no meio da pista no domingo. Então, se você planejava passar pela ponte de madrugada, esqueça: vai ter que esperar até as 10h da manhã de domingo, que é quando a liberação sai de vez e o povo pode atravessar sem medo de atropelar maratonista.

Enquanto a ponte fica nesse vai-não-vai, o bom e velho ferry boat continua lá, firme e forte, para quem não tem paciência de esperar a prova acabar. A orientação da PRE é clara: não fique moscando na fila e preste atenção nas placas, senão você vai acabar entrando na maratona sem querer e ter que correr 42 km de chinelo de dedo.

Tecnologia de ponta e pressa de paranaense

Dizem que a ponte foi feita com um tal de “concreto autoadensável” — um nome chique para dizer que o troço é resistente e ficou pronto num vapt-vupt. Agora, só falta o acabamento final para a festa ficar completa.

O recado é um só: sábado de manhã tem ponte, domingo cedinho não tem, e domingo depois do café da manhã a vida volta ao normal. É o legítimo jeitinho paranaense de inaugurar obra: com esporte, um pouco de confusão e a certeza de que a fila do ferry boat, finalmente, está com os dias contados. É de lamber o prato, né não?

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