PM passa o rodo no Oeste e apreende mais de 5 toneladas de maconha em 24 horas
Em um “furdunço” que envolveu de caminhão frigorífico a fuga por milharal, forças de segurança dão prejuízo milionário para os “malacos”

O rebanho de contrabandistas e traficantes que opera na região Oeste do Paraná levou um “chacoalho” daqueles que deixa qualquer um de cabelo em pé. Entre terça (23) e quarta-feira (24), a Polícia Militar, trabalhando junto com os “piás” da Federal e da PRF, passou o rodo na fronteira e tirou de circulação nada menos que 5.041 quilos de maconha. A droga daria para rechear um ror de cigarrinhos do capeta, mas acabou direto na delegacia.
A maior presepada aconteceu em Toledo, na BR-467. Os policiais pararam um caminhão frigorífico achando que iam encontrar carne para o churrasco, mas o motorista tinha instalado um “mocó” no teto do veículo. Escondidos ali, estavam 2,7 toneladas de fumo. O motorista achou que ia dar uma de espertinho, mas acabou caindo do cavalo e foi preso em flagrante.
Ainda em Toledo, de madrugada, o condutor de uma Saveiro carregada com 640 kg da erva achou melhor não pagar para ver. Quando viu o giroflex da polícia, meteu o pé no acelerador, jogou o carro no meio de uma plantação e sumiu no mundo, deixando a mercadoria para trás. É o famoso “correu que nem um louco”.
“Os caras tentam de tudo: fogem pelo mato, escondem no teto do caminhão, mas a polícia tá ligada. Não passa nem vento”, comentou um morador da região que acompanhou a movimentação.
Fuga de botes e capote em Santa Tereza
O “rebu” continuou em Santa Helena, onde o BPFRON e a PF deram um teco em um porto clandestino. Os suspeitos avistaram as equipes, abandonaram uma S10 e um Corsa entupidos de maconha e se enfiaram no matagal.
Já em Santa Tereza do Oeste, um piá de 23 anos tentou dar uma de piloto de fuga, mas a gravidade jogou contra: ele perdeu o controle do carro após um acompanhamento tático, capotou o veículo e acabou preso com 480 kg da droga. Para fechar o combo, em Foz do Iguaçu, mais 57 kg foram pescados na beira do Rio Paraná. No fim das contas, dois homens foram guardados no xilindró e os carros foram direto para o pátio. Quem achava que a fronteira estava mansa, que tire o cavalinho da chuva.



