Piás e gurias do Congresso largam os “tapiá” e correm pro recesso; PEC 6×1 e misoginia ficam pro dia de São Nunca

BRASÍLIA – Olha, vou te contar uma coisa: se tem um pessoal que sabe a hora de dar o “vaza”, é a politicalha lá de Brasília. Os excelentíssimos fecharam as malas nesta sexta-feira e se mandaram pro recesso. Deixaram um calhamaço de serviço acumulado na mesa, deram aquela desculpa de que “depois a gente vê” e sumiram no mundo. É mole? Se o trabalhador fizesse isso, a piada vinha com justa causa.
Mas o paranaense, que não é bobo nem nada, já sacou o migué. Eles dizem que voltam em agosto, mas em outubro tem eleição. Ou seja: vão ficar até o final do ano “lagarteando” no sol, fazendo campanha e gastando sola de sapato atrás de voto. Serviço que é bom? Fica pro ano que vem.
Confira as ituanas que eles deixaram penduradas:
O “mocorongo” do Alcolumbre e a Escala 6×1
A PEC que acaba com a escala 6×1 (aquela que faz o vivente trabalhar igual um condenado para folgar só um dia) passou voando pela Câmara. Mas sabe como é, né? Chegou no Senado, o presidente Davi Alcolumbre sentou em cima do projeto e não despachou pra comissão nem por decreto. O homem travou o negócio de um jeito que parece até que a PEC tá com freio de mão puxado. Pro trabalhador que tá na lida, o recado foi claro: “Fiquem aí firme no eito, que eu vou ali tirar minhas férias”. É de cair os butiá do bolso!
Misoginia: Discurseira e “mimimi” pra adiar o PL
Outra novela que deu o que falar foi o projeto que criminaliza a misoginia (o ódio contra as mulheres). A deputada Tabata Amaral tentou de tudo quanto foi jeito votar essa “polaqueira” antes do recesso. A urgência até passou, mas a ala conservadora começou a “carpir o trecho” e a chiar. A deputada Júlia Zanatta veio com aquele papo de que o tema “não tá maduro”. Traduzindo: vão cozinhar o galo até cansar. O presidente da Câmara, Hugo Motta, num pragmatismo de dar dó, pediu “cautela” e “consenso”. No fim, as mulheres que aguentem o desaforo, porque os deputados preferiram ir embora do que resolver a parada.
MEI: R$ 50 bilhões de “piazada” com o governo
Para fechar o pacote de lambança, a ampliação do teto do MEI para R$ 140 mil por ano também ficou no cheiro. Ia votar? Ia. Mas o governo bateu o pé, disse que ia dar um rombo de R$ 50 bilhões e deu um “chega pra lá” nos deputados. Teve parlamentar querendo embutir reajuste automático pela inflação e até mudar alíquota do Simples Nacional — quiseram passar o carro na frente dos bois e azedaram o angu da equipe econômica. Resultado: o microempreendedor que lute para não estourar o limite faturando suas “merrecas”.
Agora, resta ao povo assistir de longe essa comédia. Enquanto os deputados curtem o recesso bem de boa, tomando um gasosa gelada, o trabalhador segue aqui: firme no eito, trabalhando no sábado e encarando o frio de renguear cusco.
Parabéns aos envolvidos!
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