Operação Sem Refino bate à porta de Cláudio Castro em dia de faxina geral; defesa diz que ex-gestor não tem nada a ver com o piá de prédio da refinaria e que o endereço nem era mais dele, capaz!

Foto: Paulo Fonseca
 Pense num entrevero dos bão! A Polícia Federal acordou cedo nesta sexta-feira (14) disposta a não deixar pedra sobre pedra e deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino. E adivinhe quem caiu na malha fina dos homens da lei? Ele mesmo, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que agora tá mais enrolado que linguiça de marreco.
O “piazada” da PF baixou no Rio por ordem expressa do Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir nada menos que 16 mandados de busca e apreensão. A tesoura da justiça tá afiada: a suspeita é de que o pessoal facilitava licenças ambientais na “camaradagem” para benefício de refinaria, além de dar aquele “banho de loja” (vulgo lavagem de dinheiro) nas verdinhas do esquema.
É tanta treta na lista que parece até feira do largo: gestão fraudulenta, sonegação de imposto, manipulação de mercado e rolo na venda de combustível. Um festival de jaca azeda que faria qualquer paranaense raiz olhar de canto de olho e soltar aquele “Ô tesão de bagunça, viu!“.

Do Rolo Antigo ao Papo Amarelo da Defesa

A encrenca não vem de hoje, bicho. Essa fase é desdobramento daquela primeira “batida” de maio, quando os policiais começaram a fuçar a relação suspeita de um grupo econômico com a Refit (a antiga Refinaria de Manguinhos).
Obviamente, o lado de lá não se fez de rogado. O advogado do ex-governador soltou uma nota dizendo que o cliente é um “piá de prédio” puro e exemplar, sem qualquer ligação com as tramoias da Refit. Para completar o deboche da situação, a defesa alegou que o endereço que a PF invadiu em Petrópolis nem era mais do ex-governador “há meses” — tipo quando a pessoa se muda, não avisa os correios e a conta recheada de busca e apreensão chega no nome antigo.
A nota fecha com aquele clássico “embromation”: alegam que ainda nem viram os autos, mas juram de pé junto que tudo na gestão Castro foi feito com base em critérios “estritamente técnicos e legais”. Capaz mesmo!
Enquanto a poeira não baixa, fica a lição pra quem achava que a justiça ia tomar um quentão e fingir costume: o camburão passou, e quem tá com a conta suja vai ter que rebolar pra explicar o rombo na bomba.

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