Enquanto deputado já estava “encrencado” desde o ano passado, esposa e assessores viram réus por lavar dinheiro com dólares e até cartão de crédito alheio; desfalque passa dos R$ 132 mil

CURITIBA – Olha, piá, se tem uma coisa que o curitibano conhece bem é o frio, mas esse esquema que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) descobriu na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) deixou muita gente de queixo caído. O Ministério Público ofereceu uma denúncia criminal daquelas contra quatro pessoas – três marmanjos e uma mulher – acusados de tocar a famosa “rachadinha” num gabinete parlamentar entre 2018 e 2023.

O “gargalo” financeiro da brincadeira chega perto dos R$ 132,8 mil. O deputado em si nem entrou nessa lista atual porque já tinha sido denunciado em 2024 e está “na lona” respondendo pelo caso. Mas a patroa dele e outros três comparsas agora viraram réus na 2ª Vara Criminal de Curitiba por concussão (aquela intimada marota para exigir dinheiro pública) e lavagem de dinheiro.

Para um dos denunciados, que ainda estava “mamando na teta” de um cargo comissionado na Alep, o juiz mandou um “vaza daqui” imediato, afastando o sujeito das funções para ele não atrapalhar o andamento do processo.

Mão leve, dólar na mão e fatura paga

Pensa numa piazada criativa para sumir com o dinheiro alheio! Segundo as investigações, os funcionários do gabinete eram obrigados a repassar parte dos salários, mas os chefes do esquema faziam malabarismos para ninguém desconfiar da origem da dinheirama:

  • Turismo da rachadinha: Em três ocasiões, o dinheiro tirado dos servidores foi usado direto para comprar moeda estrangeira (dólar, euro, vá saber!) e entregue em espécie, na mão do deputado. Chique, né?

  • Cartão corporativo informal: Em outros momentos, os repasses vinham na forma de pagamento de faturas de cartão de crédito para custear as despesas pessoais da esposa do parlamentar.

  • A “nhaca” bancária: O resto do esquema envolvia depósitos em espécie, saques, transferências para laranjas e até para a empresa da família do político. Tudo para deixar o rastro bem “bisonho” e difícil de a polícia rastrear.

A conta dos crimes (e não é o troco do tubo)

Os investigadores apontaram que, em 2023, dois dos acusados operavam o esquema com o aval do deputado, cobrando o “pedágio” na cara dura e pagando continhas particulares. No fim das contas, a partilha dos crimes ficou dividida assim no relatório do Gaeco:

  • O primeiro da fila: Denunciado por um crime de lavagem de dinheiro.

  • O “ligeiro”: Responde por dez crimes de lavagem de dinheiro e mais dois de concussão.

  • O coadjuvante: Vai responder por dois crimes de lavagem de dinheiro.

  • A madame: A esposa do deputado foi acusada de oito crimes de lavagem de dinheiro e um de concussão.

Agora, o quarteto vai ter que se explicar para o juiz. Se forem condenados, vão trocar o cafezinho da Alep por uma temporada bem longe do Centro Cívico. Só nos resta acompanhar para ver no que vai dar esse “bafafá”.

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