Com o ex-líder enroscado até o pescoço em investigação sobre o Banco Master, senadora pernambucana herda a missão de segurar o rojão e aprovar pautas-bomba em Brasília
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 O clima no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (25) estava mais tenso que corda de caranguejo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve que agir rápido e anunciou a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como a nova comandante da tropa governista no Senado. A mudança ocorre após o baiano Jaques Wagner (PT-BA) levar um “totó” da Polícia Federal e ter que largar o osso da liderança.

Wagner vinha desfilando faceiro pela Esplanada, mas a batida da PF na semana passada tirou o senador do prumo. O ex-líder foi parar no olho do furacão por suspeitas de corrupção envolvendo o Banco Master. Segundo os agentes, ele teria recebido umas “vantagens” (aquele famoso jabá que ninguém gosta de explicar) do banqueiro Augusto Ferreira Lima. Wagner, claro, jurou de pé junto que está “absolutamente tranquilo” – aquela clássica tranquilidade de quem sabe que a batata está assando, mas mantém a pose para a foto.

Como na política não dá para ficar moscando, Lula correu para ejetar o aliado antes que o estrago fosse maior. Sobrou para Teresa Leitão a tarefa de segurar esse rojão. A nova líder não vai ter tempo nem de tomar um mate: sua missão principal será articular a aprovação de projetos pesados, como a PEC da Segurança Pública e o badalado fim da escala 6×1.

Bastidores do Planalto: Nos corredores, o comentário é que a bancada vai ter que trabalhar no “pique bicho do Paraná” para aprovar as medidas sem o prestígio de Wagner, que agora vai passar um bom tempo ocupado explicando seu extrato bancário para os “home”.

Resta saber se Teresa terá a lábia necessária para domar o plenário ou se o governo vai continuar trombando nas próprias pernas. Por enquanto, Wagner segue dizendo que não tem culpa de nada, mas para o bom observador, o terno do senador baiano já está cheirando a naftalina.

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