Moro defende governo digital, menos burocracia e licenciamento ambiental mais ágil
Candidato do PL apresentou propostas durante evento da Fiep e recebeu documento com diretrizes para a política industrial do Paraná

O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), defendeu na noite de terça-feira (25) a digitalização dos serviços públicos, a modernização do licenciamento ambiental e a redução da burocracia como medidas para ampliar a segurança jurídica, estimular investimentos e aumentar a competitividade do Estado.
As propostas foram apresentadas durante o Expo + Indústria 2026, promovido pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Moro participou do evento acompanhado do candidato a vice-governador, Edson Vasconcelos (PL).
Durante o encontro, o candidato recebeu da Fiep um documento com propostas estratégicas para os candidatos ao Governo do Paraná. A chamada Política Industrial do Paraná reúne 16 diretrizes temáticas, 100 estratégias e mais de 200 ações práticas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo.
“Governo na palma da mão”
Moro afirmou que pretende implantar um modelo de governo digital, permitindo que cidadãos e empresas façam solicitações e acompanhem processos administrativos pela internet, com transparência sobre cada etapa da tramitação.
“Nós queremos ter um governo digital, um governo na palma da mão. Queremos digitalizar os procedimentos relacionados aos pedidos feitos ao Governo do Estado e colocá-los em transparência ativa, inclusive no licenciamento ambiental”, afirmou.
Licenciamento ambiental
Entre as prioridades apresentadas pelo candidato está a modernização do Instituto Água e Terra (IAT). A proposta é estabelecer procedimentos proporcionais ao impacto de cada empreendimento, simplificando processos de menor complexidade e mantendo análises técnicas mais detalhadas para projetos de maior porte.
“O licenciamento ambiental pode até ser negado, mas quem pretende investir não pode ficar sem resposta. Tem que existir uma expectativa razoável de prazo para a decisão. Atendidas as questões técnicas, a ideologia não pode ser um obstáculo para a concessão de uma licença”, declarou.
Moro afirmou que a modernização não significa flexibilizar a proteção ambiental. Segundo ele, critérios ambientais também são importantes para garantir a competitividade dos produtos paranaenses nos mercados internacionais.
“Precisamos proteger o meio ambiente, mas também criar condições para o desenvolvimento. Não podemos assistir passivamente a obras importantes para o crescimento do Estado ficarem paralisadas por obstáculos burocráticos exagerados”, disse.
O candidato também defendeu uma fiscalização ambiental com caráter mais orientativo, especialmente para produtores rurais e empreendedores.
“A multa não pode ser o objetivo da fiscalização. Há situações em que ela é necessária, evidentemente, mas precisamos de uma cultura de gestão que também oriente o produtor e o empreendedor para fazer o que é correto”, afirmou.
Mais competitividade
Na área econômica, Moro apresentou propostas relacionadas à infraestrutura, logística, energia, qualificação profissional, redução da burocracia e internacionalização das empresas paranaenses.
Sobre infraestrutura, citou problemas recorrentes nas rodovias, especialmente na BR-277, e defendeu alternativas para ampliar a capacidade logística e melhorar o escoamento da produção.
Na área energética, afirmou que o Estado deverá cobrar das concessionárias e dos órgãos reguladores investimentos para garantir maior estabilidade no fornecimento de energia a indústrias, produtores rurais e consumidores.
Busca por novos mercados
Moro também defendeu uma participação mais ativa do Paraná na abertura de mercados internacionais para produtos produzidos no Estado.
Embora as negociações tarifárias sejam responsabilidade do governo federal, o candidato afirmou que o governo estadual pode atuar em parceria com empresas na construção de relações comerciais, busca por novos mercados e enfrentamento de barreiras sanitárias e ambientais.
“O Governo do Paraná será parceiro do setor privado na construção de pontes com os mercados internacionais. Queremos tornar o Estado mais atrativo para investimentos e buscar constantemente novos mercados para as nossas exportações”, afirmou.
Formação profissional
Outro eixo da proposta é a ampliação do ensino em tempo integral integrado à formação técnica, profissionalizante e tecnológica.
A intenção, segundo Moro, é aproximar a formação dos estudantes das características econômicas de cada região e das demandas do setor produtivo, contribuindo para reduzir a falta de mão de obra qualificada e aumentar a produtividade.
O candidato afirmou ainda que pretende conduzir uma gestão baseada em liberdade econômica, segurança jurídica, respeito à propriedade privada, eficiência administrativa e redução da burocracia.
“Sabemos onde estão os problemas e quais são as soluções técnicas. Precisamos ter coragem para enfrentar os interesses que lucram com o atraso e fazer uma gestão técnica, eficiente e voltada a resultados”, concluiu.



