Boletim Focus aponta sétima alta seguida nas previsões para 2026, enquanto juros seguem em modo “segura esse preço aí”

O mercado financeiro resolveu transformar a inflação em série semanal: pela sétima vez consecutiva, elevou a previsão para 2026. Segundo o Boletim Focus do Banco Central do Brasil, o IPCA deve fechar o ano em 4,86%, um número que sobe devagar, mas com a persistência de quem não perde um episódio.

Há quatro semanas, a projeção era de 4,31%. Agora já encosta nos 5%, deixando claro que, no Brasil, o preço até tenta dar trégua, mas sempre volta com “temporada nova”.

Enquanto isso, a inflação oficial medida pelo IBGE fechou março em 0,88%, puxada por transportes e alimentação, ou seja, exatamente aquilo que ninguém consegue simplesmente “parar de usar”.

Para conter a festa dos preços, o Banco Central mantém a taxa Selic em 14,75% ao ano, aquele clássico remédio amargo que promete curar a inflação, mas deixa o crédito com gosto de luxo. A expectativa é que termine o ano em 13%, ainda naquele nível que faz qualquer parcelamento parecer um investimento de longo prazo.

Já o crescimento do país segue no modo econômico: o PIB de 2026 deve avançar 1,85%. Traduzindo: cresce, mas com a empolgação de uma segunda-feira chuvosa.

No câmbio, o dólar deu uma leve recuada nas projeções e deve fechar 2026 a R$ 5,25. Uma notícia boa? Talvez. Mas no Brasil, até o alívio vem com um “calma lá”.

Resumo da ópera:a inflação sobe, o juro segura, o PIB caminha e o brasileiro… continua fazendo mágica no supermercado.

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