Hackeou e dançou: “menino” de Daniel Vorcaro é grampeado em Dubai e volta de ré para o Brasil

Parece que o “home” não calculou bem os dados dessa vez. O hacker Victor Lima Sedlmaier, figura carimbada na 6ª fase da Operação Compliance Zero, descobriu da pior forma que Dubai é logo ali quando a Polícia Federal decide “dar um pulo” no deserto. Considerado foragido pelo STF, Victor tentou entrar nos Emirados Árabes, mas acabou caindo na rede da cooperação internacional mais rápido que Wi-Fi de padaria.
O rapaz, que segundo as investigações integrava o grupo “Os Meninos”, é suspeito de fazer o serviço sujo digital para o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O cardápio de atividades era variado: invasão de privacidade, derrubada de perfis e aquele monitoramento ilegal maroto de quem ousasse atravessar o caminho dos chefes.
De Dubai para Guarulhos: sem escala e sem mordomia
A PF, que não é de ficar “moscando”, acionou a Interpol e as autoridades locais. Resultado? O hacker não foi admitido no país dos sheiks e ganhou uma passagem só de ida, com acompanhamento especial, de volta para o Brasil. Ele foi preso assim que botou o pé no Aeroporto de Guarulhos neste sábado (16).
“A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil”, afirmou a PF, em nota que soou como música para quem gosta de ver a justiça sendo feita.
A “Turma” e a milícia de grife
A coisa é mais enrolada que carretel de linha de pesca. A Compliance Zero investiga um escândalo bilionário e a existência de uma verdadeira milícia pessoal a serviço dos Vorcaro.
-
A Turma: Liderada por Henrique Vorcaro (pai de Daniel), focada em intimidação física e monitoramento “raiz”.
-
Os Meninos: O braço “geek” do crime, onde Sedlmaier supostamente operava com ataques cibernéticos.
O ministro André Mendonça, do STF, não usou meias palavras: Henrique Vorcaro não só usava os serviços dessa galera, como pagava o lanche e mantinha o contato firme, mesmo com a polícia já fungando no cangote deles.
O Celular que “entregou a rapadura”
Toda essa trama de filme de espionagem começou a desmoronar por causa de um deslize clássico: mensagens no celular. A PF achou o fio da meada no aparelho do próprio Vorcaro e, depois, deu um “checkmate” com os dados do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Marilson, aliás, já está “hospedado” em uma penitenciária federal de segurança máxima para parar de dar palpite na organização.
Agora, com o hacker Sedlmaier devidamente guardado, a PF quer saber se o “sistema” dele tem algum backup que ajude a explicar para onde foram os bilhões desse escândalo. Pelo jeito, o “Compliance” da turma estava mesmo em zero.



