Caiu o seis por um! Deputados aprovam o fim da escala da morte na Câmara
Piazada do Uber e do balcão já pode comemorar: texto que garante duas folgas semanais passou voando com 461 votos e agora vai pro Senado

BRASÍLIA – Pensa num “furdunço” que deu o que falar na noite desta quarta-feira (27). Sabe aquela escala 6×1, que o vivente trabalha igual um condenado e só tem um dia para lavar a roupa, ver a família e “lagartear” no sol? Pois é, os deputados resolveram dar uma colher de chá para o trabalhador e aprovaram, em dois turnos, a PEC que chuta essa rotina para escanteio. Foram 461 votos a favor e só 19 “contrários” — aqueles que provavelmente nunca pegaram um biarticulado lotado às seis da manhã.
Agora o texto vai dar uma passada no Senado para ver se os homens carimbam o resto, mas a promessa é boa: a jornada cai de 44 para 40 horas semanais, sem mexer no “reco-reco” do salário, e garante duas folgas na semana, de preferência uma no domingão para o peão comer um churrasco sem pressa de voltar para a firma.
“Não dá nem tempo de coçar o quengo”: o choro e a comemoração
A votação foi um “baita” de um rebu. De um lado, a deputada Dandara (PT-MG), que já trabalhou em comércio e sabe o que é ter o pé inchado de tanto ficar em pé, lembrou do sofrimento:
“Eu conheço o barulho do busão lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. A escala 6×1 não cabe no calendário.”
Do outro lado, teve deputado da oposição achando que a proposta era meio “eleitoreira” e que não ia mudar nada, mas o fato é que o rolo compressor passou. O presidente da Câmara, Hugo Motta, saiu todo pimpão dizendo que a Casa deu um passo histórico que não se via desde a Constituição de 1988.
Calma o coração: a transição vai ser “devagar com o andor”
Se você já achou que ia cruzar os braços no próximo sábado, pode “tirar o cavalinho da chuva”. O negócio tem uma transição para o patrão não ter um troço antes da hora. Funciona assim, ó:
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Daqui a 60 dias: A escala vira 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso) e a jornada cai para 42 horas.
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Daqui a 14 meses: Aí sim, a jornada fecha bonito em 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas por dia.
Quem ficou de fora do refresco?
Para as grandes empresas, o chicote vai ter que amaciar. Mas, para não quebrar as “venda” de esquina e os pequenos comércios, uma lei complementar ainda vai estudar como ajudar os microempreendedores individuais (MEI) e as microempresas a não passarem apuro.
Além disso, se você é daqueles “metidos a sebo” que têm nível superior e ganham mais de R$ 8.475,55 por mês, ou já trabalha menos de 40 horas, pode tirar o corpo fora: a regra nova não muda nada na sua vida. O foco é mesmo salvar a piazada que rala no comércio e na correria pesada.
Agora é torcer para os senadores não “moscarem” e aprovarem logo o projeto para o trabalhador finalmente ter tempo de respirar.



